2016/06/21

Cidade dos EUA deixa munícipes trocarem de operador de internet em segundos


Uma cidade norte-americana adoptou um sistema curioso que permite aos seus munícipes trocarem de operador de internet em poucos segundos, sem necessidade de reinstalações ou deslocações de técnicos especializados.

Em Ammon, a rede de fibra que leva a internet a casa dos cidadãos pertence à própria cidade, e essa infraestrutura é alugada aos diversos operadores que lá quiserem operar. O resultado é que passa a ser bastante simples a qualquer cidadão mudar de operador de internet a partir de um site de gestão da sua conta.

Na prática acaba por ser algo idêntico ao que nos permite escolher um fornecedor diferente de electricidade sem que isso signifique que se tenham que passar novos cabos de electricidade para nossa casa, ou de gás. E. na minha opinião, seria a solução mais lógica para todo o tipo de infraestruturas fixas de uma cidade e que também evitaria a palhaçada de termos múltiplas empresas concorrentes a esburacarem as estradas repetidamente.

Embora isto obrigue o município a fazer o investimento inicial na rede de fibra, há que ter em conta que o mesmo conceito poderia muito bem ser aplicado a outras tecnologias que pudessem ser economicamente mais viáveis. As redes 5G, por exemplo, já vão prometendo larguras de banda multi-gigabit e latências super-reduzidas, e evitariam passar cabos até todas as residências. Não seria bem mais interessante deixar estas infraestruturas a cargo dos municípios, do que na mão dos operadores - e automaticamente evitar toda a questão dos monopólios no sector?


3 comentários:

  1. Por acaso concordo com essa ideia, julgo que as telecomunicações (guiados e rádio) deviam ser como as outras infraestruturas em que o estado devia implementar a rede e alugar aos operadores

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  2. Do ponto de vista do consumidor parece ótimo pois fomenta a concorrencia e consequentemente a queda de preços, mas como bem sabemos este setor, pelo menos em Portugal, está totalmente "minado" pelos grandes. Portanto como consumido concordo com esta estratégia mas acho que dificilmente se concretizará.

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    1. O sistema não está minado pelos grandes, está minado por sermos pequenos tal como aquela cidade, só nas principais capitais de distrito e grande Porto e Lisboa é que há alguma concorrência e continua muito price-centric. Tal como acho um absurdo um monopólio natural como a distribuição de energia poder ser privatizado sob forma de REN, acho que a distribuição de fibra ou redes 4g também o poderia ser com recurso inclusive via fundos comunitários. Criava-se a infraestrutura e cedia-se a privados que tinham custo unitário inferior e podiam competir via ARPU e criação de valor acrescentado ao invés de competir via sedução marktiana, charme, pressão e mentira. Isso era um grande contributo para o êxodo do interior do país e ajudava a termos um sector mais saudável sem estar dependente de comerciais aldrabões e contratos de 24 meses sucessivos

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