2016/07/04

Google Play já deixa partilhar apps e conteúdos com a família

Demorou, mas a Google finalmente resolve o problema de quem se depara com o problema de querer partilhar conteúdos que comprou com o resto da sua família. O Google Play contempla finalmente a possibilidade de se criarem grupos familiares, e o nosso Luis Costa explica-nos como funciona.


Uma das novidades do Google I/O foi o anúncio da disponibilização de um serviço de partilha de conteúdos para a família. A Google escolheu esta altura de férias para disponibilizar esta funcionalidade, pelo que não poderia ter sido mais oportuna na sua decisão. Apenas se lamenta o reduzido leque de países que podem ter acesso à partilha familiar.

Quem tem filhos por certo que já se deparou com a dificuldade de partilhar jogos e aplicações. No meu caso resolvi comprar eu os jogos e depois instalar os mesmos com a minha conta em cada um dos tablets. Não foi a melhor opção, porque depois há serviços que ficam a correr e mesmo sendo desligados, voltam ao activo (hangouts, por exemplo). A melhor solução teria sido criar uma conta para efectuar as "aquisições familiares", evitando assim este tipo de problema.

O assunto é delicado, pois a partilha está numa área cinzenta. Não faz muito sentido comprar um jogo duas vezes para as miúdas jogarem, mas por outro lado o responsável pelo desenvolvimento não deve achar muita piada a este facto. A Google resolveu seguir o exemplo da Apple e regulamentou a partilha em família.

Passa a estar disponível a criação de um grupo familiar até 6 elementos, onde é possível partilhar os conteúdos adquiridos no Google Play, quer sejam eles aplicações, jogos, livros, música ou filmes (desde que o . Definido o tipo de pagamento, qualquer um dos membros pode efectuar aquisições, não necessitando para tal de autorização do gestor do grupo. Apenas as compras via app podem ficar obrigadas a uma validação, o que pessoalmente não me parece a melhor das opções.

É certo que a Google continua a insistir no mínimo de 13 anos para ter uma conta Google, mas mesmo com esta idade seria desejável ter uma forma de obrigar cada aquisição a uma validação.

Nesta altura o serviço está apenas disponível para Austrália, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e EUA. Espera-se e deseja-se que o alargamento a outros países não demore muito tempo, pois mesmo com alguns aspectos menos positivos, o serviço tem um elevado valor acrescentado.

Por: Luis Costa

2 comentários:

  1. Só agora há disso no iOS? No Android já existe há imenso tempo! Essa Apple... Sempre a copiar o que o Google faz de bom.

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