2016/12/12

A geração YouTube e o impacto nas crianças


O tempo em que o YouTube era encarado como uma loucura que nunca poderia ter sucesso parece pertencer à pré-história, e hoje em dia o serviço não só é ponto de passagem obrigatória para milhares de milhões de pessoas, como já vai moldando as novas gerações e a própria sociedade.

Muitos duvidaram que o YouTube e internet pudessem competir com o domínio que a TV tinha sobre nós, algo que era considerado como garantido ao longo de muitas décadas. Mas os tempos mudam, e as pessoas também. Hoje são cada vez mais as pessoas que já nem sentem falta da TV... desde que tenham uma ligação à internet que lhes permita ver o YouTube, Netflix, Facebook, ou o que quer que seja que queiram ver.

Quem tiver filhos que já andem a passear pelo YouTube, certamente já se terá surpreendido a ver vídeos e canais de crianças (e adultos) que se limitam a fazer coisas como: abrir caixas de brinquedos, abrir ovos kinder, ou outras coisas que se poderiam considerar completamente banais; mas que acumulam dezenas de milhões de visualizações, e milhões de seguidores. No caso dos canais em que temos crianças como "estrelas", começam também a surgir alguns efeitos curiosos, como o facto de se começarem a comportar como se a sua vida estivesse a ser enviada para o YouTube constantemente (mesmo quando não está).

Sinceramente, não sei até que ponto qualquer um de nós terá o direito de dizer o que está "certo ou errado" a este respeito. Existirem crianças "vedetas" é algo que não é de agora, e não faltam dezenas de casos idênticos aplicados ao cinema, TV e música. A internet e o YouTube apenas vieram facilitar que mais pessoas dispostas a produzir conteúdos (e potencialmente partilhar o seu dia-a-dia) encontrassem outras pessoas dispostas a vê-los.

... Por outro lado, não posso deixar de pensar que impacto isto terá a nível da percepção da privacidade - mais concretamente, fazendo com que passe a ser considerado aceitável estar continuamente a ser gravado/vigiado.

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