2017/02/01

Antivírus fazem mais mal que bem - acusam programadores do Firefox e Chrome


Os antivírus são programas que a maioria das pessoas já considera indispensáveis nos seus computadores, mas há especialistas que alertam para o facto destes programas poderem deixar os utilizadores em maior risco do que se não os utilizassem.

A ideia de um anti-virus é boa (embora possa ser discutida de um ponto de vista de eficiência técnica), ficando permanentemente a vigiar o sistema para evitar que programas identificados como maliciosos possam ser executados (tecnicamente, parece-me absurdo que se ache normal querer inspeccionar uma lista sempre crescente de possíveis programas maliciosos, em vez de simplesmente se inverter o processo e garantir que só são executados os poucos programas que realmente queremos executar).

O problema, como acusam vários developers de browsers como o Firefox e Chrome, é que para poderem fazer esta inspecção, os anti-vírus têm que se infiltrar em praticamente todos os recantos do sistema, para espiarem aquilo que o computador lê ou escreve do disco, guarda na memória, transfere através da rede, etc. etc. E essa interferência com o sistema acaba, em muitos casos, por dificultar a vida aos browsers - que podem apresentar efeitos secundários como um consumo excessivo de memória, ou interferir com as ligações seguras - ou, em casos mais extremos, introduzir novas vulnerabilidades que derrotam os sistemas de segurança que tinham sido criados.

O ano passado, o Project Zero da Google identificou 25 vulnerabilidades de alto-risco em produtos de segurança da Symantec/Norton, mas o mesmo também já aconteceu para praticamente todos os restantes fabricantes de anti-vírus, como a Kaspersky, McAfee, Eset, Comodo, Trend Micro, e outros. Um curiosa excepção parece ser o Windows Defender... que é apontado como sendo um exemplo "bem feito" (mau seria, se assim não fosse.)

Portanto, se usam Windows e recorrem a programas antivirus adicionais para se manterem seguros, se calhar a melhor coisa que podem fazer é desinstalar esses programas e ficarem-se pelo Windows Defender que vem de origem com o sistema.

14 comentários:

  1. Só tenho o Windows Defender há largos anos e nunca tive problemas. Além de que consome muito menos recursos que a concorrência

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  2. Há muitos anos que a Microsoft introduziu barreiras à instalação de softwares maliciosos, seja pelo Windows Defender ou o SmartScreen. Ao deixar de utilizar antivírus notei meu PC mais leve e menos propenso a travamentos.

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  3. Já tive problemas de vírus com novas técnicas que inclusive mr tinham adicionado a localização dos ficheiros com excepção ao Windows defender. De qualquer das maneiras, sou muito amigável com a solução do Windows porque para todos os efeitos é uma licença vitalícia e os antivírus agora (há muitos anos) são só licenças por tempo limitado

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  4. Windows defender e bom senso é tudo o necessário

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  5. Desinstalei o meu agora mesmo. Siga só com o Defender.

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  6. windows defender é simples e não chato como os outros antivirus. mas também podia melhorar ainda mais a protecção

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  7. Uso o Bitdefender Internet Security 2016 e é um mimo, porque é antivírus muito completo, seguro e discreto e deixa o sistema bastante fluído.
    Sinceramente, tenho as minhas reticências em relação à proteção do Windows Defender. Será que é suficiente para quem navega diariamente pela Net?

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    1. Claramente o teu uso diário na internet é fraco. Desde que o microsoft security essentials apareceu há uns anos valentes, nunca mais usei anti-vírus. Consume recursos de forma desnecessária, e deixa-te o pc instável, e pelos vistos mais vulnerável como fala o artigo, e tem lógica. Tanto tem lógica que desde que larguei os anti-vírus que os problemas de vírus que tive foram sempre por comportamentos de risco que tive na web, e estava ciente do que fazia. Na minha óptica, os anti-vírus ficaram com a fama do passado, e quem os compra é derivado às suas más experiências, em que os anti-vírus os protegeram. Neste momento já é irrelevante.

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  8. Nem 8 nem 80.
    Isto já me faz lembrar um certo anti-virus, achava tudo contente, nunca tinha tido problemas... Pudera o anti-virus quase nada apanhava. Nunca detectava nada e o pessoal todo contente.
    Windows defender e bom senso como já foi dito chega e sobra.
    Malwarebytes para o malware.

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  9. Existe vírus porque existe anti-vírus ,leis do mercado , malware e spyware existe em larga escala , todo o cuidado é pouco , que tal usarem outro sistema operativo sem ser o windows ou android , ajuda bastante .

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  10. Os vírus já não são a grande ameaça dos sistemas informáticos da atualidade.
    Há que saber o que se pode ou não fazer e manter o Windows Defender atualizado.
    E instalar aquele programa anti ransomware que o Carlos indicou aqui há dias (se não estou em erro).

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