2017/06/26

Lei Italiana poderá forçar Apple a abrir a App Store


Uma lei italiana poderá fazer com que no futuro os iPhones e iPads possam correr apps não oficiais de forma idêntica ao Android ou, em alternativa, obrigar a que a Apple permita que estas apps entrem na sua App Store.

Itália aprovou uma lei que visa garantir a neutralidade no acesso às apps, dando aos consumidores novas ferramentas que possam usar no caso dos impedirem o acesso a qualquer app que possa correr nos seus dispositivos. É frequente falar-se do caso da Apple e App Store, pois se de um lado temos sistemas como o Windows, que até já foram obrigados a incluir um menu de selecção de browser para não dar preferência ao (na altura) Internet Explorer, no iOS temos a Apple a controlar ferozmente aquilo que os utilizadores podem instalar nos seus iPhones e iPads, e são bem conhecidos casos de apps que foram removidas da App Store ou impedidas de fazer aquilo que gostariam de fazer - apps que, por causa disso, só ficam acessíveis a quem tiver feito jailbreak, uma operação que vem acompanhada de toda uma nova série de potenciais problemas.

Vai ser interessante ver de que forma utilizadores e developers poderão utilizar esta lei italiana para obrigar a Apple a rever a sua posição face a apps que considera "indesejáveis". Eventualmente poderá resultar na concessão de permitir aos utilizadores instalarem apps a partir de outras origens que não a App Store (de forma idêntica ao que acontece no Android casos os utilizadores activem a opção que permite a instalação de apps de fontes não oficiais, por sua conta e risco), ou em alternativa, fazer com que a Apple seja mais permissiva quanto ao tipo de apps que possam entrar na App Store (o que não me parece provável, considerando que ainda recentemente tem feito campanha de limpeza de apps de baixa qualidade.)

Pessoalmente, parece-me que adicionar a opção de permitir a instalação de apps não oficiais seria a forma mais simples e eficaz de resolver esta situação. Para muitos utilizadores que actualmente recorrem ao jailbreak, até poderia ser uma forma de evitar que o fizessem.

6 comentários:

  1. No máximo, a Apple passa a permiti-lo apenas para iphons/ipads vendidos em território italiano, e depois cria uma cláusula adicional nos termos e condições a dizer que, quem não tendo residência em território italinao o fizer, então a garantia fica imediatamente anulada.

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  2. Cá para mim, mais depressa a Apple deixa de vender em Itália do que cede à abertura a apps estranhas!

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    1. Tendo em conta que em Itália a esmagadora maioria dos consumidores compra smartphones Android, também não me parece que fossem sentir grande falta.

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    2. Como enquanto houver concorrência os clientes nunca estão garantidos, uma má política de Relações Públicas pode sair cara a longo prazo.

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    3. Também acredito nessa hipótese. O governo peronista de Cristina Kirchner baixou um decreto em que toda empresa que quisesse vender smartphones na Argentina deveria fabrica-los no país. A Apple simplesmente saiu doe lá, e só voltou recentemente após o governo de Mauricio Macri revogar esse decreto.

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  3. Estive a ler o que diz a fonte.
    A Apple não tem que fazer nada.
    O developer - de uma app que pode correr no iOS, que não foi aprovada ou foi banida da App Store, é que tem que apresentar queixa no regulador da concorrência italiano. Se não houver razões técnicas para a não aprovação/banimento a queixa é aceite e decidida em alguns meses.
    É caso a caso (app a app) não altera nada de substantivo.

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