2017/10/25

Apple reduz requisitos do Face ID para acelerar produção


A chegada iminente do iPhone X tem obrigado a Apple a rever algumas das suas exigências, fazendo com que a marca da maçã aceite componentes com qualidade inferior à que pretendia para acelerar o processo de produção.

Os relatos de que a produção do iPhone X estavam atrasado já são conhecidos há muito. Inicialmente pensava-se que estariam relacionados com a tentativa de integrar o sensor Touch ID no novo ecrã full-screen, mas agora descobre-se que o culpado é mesmo o novo sensor Face ID que o vem substituir.

Considerando-se os relatos que dizem que a Apple terá apenas 2-3 milhões de iPhone X prontos para o lançamento, a Apple parece ter entrado em modo de emergência, reduzindo os requisitos de qualidade do Face ID para acelerar a produção. (Numa das linhas de produção do iPhone X na Foxconn, já teriam sido retirados 200 funcionários por "falta de trabalho" devido à demora na obtenção destes componentes.)

À semelhança do que se passou por altura do lançamento do Retina Display, o módulo do Face ID é uma verdadeira "maravilha da tecnologia", que reduziu o tamanho de um Kinect para um módulo de volume reduzido capaz de ser incorporado num smartphone. Um feito que se estima que dê à Apple uma liderança de 2 anos até q concorrência tenha a capacidade de produzir sistema idênticos (a própria Qualcomm tem o seu Spectra em desenvolvimento). Só que... também a Apple está com dificuldades em conseguir estes módulos.


O módulo do Face ID conta com uma câmara convencional, acompanhada de uma câmara IR e um projector de pontos laser (IR). São esses pontos que permitem que o sistema capte imagens em 3D, mas que obrigam a uma calibração cuidada. Segundo os últimos relatos, a Apple já terá perdido vários fornecedores dos módulos laser, por não serem capazes de garantir a qualidade exigida pela Apple, e entre aqueles que sobram há alguns que têm tido uma taxa de sucesso de apenas 20% - significando que 80% da sua produção não passaria os requisitos da Apple.


Para além dos compradores do iPhone X se tornarem em beta testers relativamente ao recorte do ecrã enquanto os developers ajustam as suas apps para lidarem com isso; parece que também terão que se resignar em aceitar componentes abaixo das pretensões da Apple, devido à necessidade de "despachar" os iPhone X para as lojas antes do Natal...

Por muito atractivo e marcante que o iPhone X possa ser enquanto modelo que, finalmente, deu um salto significativo face aos anteriores... parece que a melhor opção para quem quiser gastar mais de 1100 euros num iPhone será a de esperar pelo modelo do próximo ano, em que todas estas questões estarão resolvidas (ou assim se espera).


Actualização: a Apple já veio negar a redução da qualidade final do Face ID, mas utilizando linguagem bem cuidada que continua a deixar a porta aberta para a acusação em causa, de que afrouxou os requisitos no controlo de qualidade, mantendo apenas a "garantia" de que a probabilidade de outra pessoa conseguir desbloquear um iPhone X seja uma num milhão.

3 comentários:

  1. A Apple dos dias de hoje é uma amostra do que foi nos tempos áureos do Steve, de facto comprar um Iphone X e não ter a certeza da sua fiabilidade precisamente na feature que serve de bandeira para este lançamento é no mínimo descabido, ainda hoje se soube mais um erro do IOS 11 na calculadora , os bugs e tiros nos pés não param e a Apple nem precisa de inimigos

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  2. Rui e companhia, onde andam?
    Estas blasfémias não podem ficar impunes.

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  3. Com isto tudo só me vem à cabeça este ditado...
    "Depressa e bem, há pouco quem!"

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