2026/01/17

ChatGPT vai apresentar publicidade

Contrariando declarações passadas, a OpenAI vai começar a apresentar publicidade no ChatGPT.

Procurando novas formas de rendimento, a OpenAI confirmou que o ChatGPT vai começar a mostrar anúncios nas próximas semanas. A empresa garante que a publicidade não vai influenciar as respostas geradas e que os anúncios serão claramente identificados e separados do conteúdo (passando a ocupar cerca de um terço do espaço no ecrã).

Os anúncios vão no final das respostas, estando relacionados com as questões colocadas - sendo que, apesar da OpenAI assegurar que os dados não são partilhados com os anunciantes, acaba por ser ela a fazer o trabalho de direccionar a publicidade personalizada para cada utilizador, com vantagens claras a nível de conhecer os interesses de cada um com base no histórico de interacção de cada um.
A publicidade será apresentada tanto aos utilizadores da versão gratuita como do plano económico ChatGPT Go, cuja disponibilidade foi também expandida a todos os países (não foi referido se o plano "Go" verá menos publicidade que o plano gratuito, o que será um bom indicador de que deverá ver a publicidade total). As subscrições Plus, Pro, Business e Enterprise continuam livres de publicidade.

Segundo a OpenAI, os anúncios servem para financiar os seus objectivos a longo prazo em AGI e tornar a AI mais acessível - algo que já deu origem a brincadeiras a dizer que a OpenAI atingiu finalmente a AGI: Ad Generated Income!

A medida tem sido criticada por, no passado, Sam Altman ter expressamente referido que seria extremamente improvável que o ChatGPT viesse a ter publicidade, frisando que apostava na modalidade de subscrição para garantir que nunca tivessem que tornar os utilizadores no "produto". Mais tarde fez um pequeno ajuste dizendo que acrescentar publicidade ao ChatGPT seria uma medida de último recurso. Pois bem, parece que a OpenAI está mesmo num cenário de "últimos recursos", transformando os utilizadores no produto, e com acesso directo a informação extremamente detalhada sobre cada utilizador, ao nível do que a Google e a Meta têm, ou até mais.

1 comentário:

  1. Suponho do senso comum a necessidade dessa ocorrência pois se não a ferramenta morrerá muito antes do vaticinado.

    Temos, porém, mais uma prova da credibilidade desses alucinados das bigtech.

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