A Google anunciou uma nova funcionalidade para o Gemini, que passa a poder usar dados pessoais do Gmail, Google Photos, Pesquisa e YouTube para fornecer respostas mais úteis. A funcionalidade, chamada Personal Intelligence, começa por chegar aos utilizadores pagos, e vem desactivada de origem para não gerar (ainda mais) polémica.
Quando activada, a Personal Intelligence permite ao Gemini usar informação do próprio utilizador para dar mais contexto às respostas. Por exemplo, pode recorrer a emails, fotos, ou pesquisas anteriores, para apresentar sugestões mais relevantes. Cada fonte de dados pode ser ligada ou desligada individualmente, dando mais controlo a quem usa o serviço.
A Google diz que o Gemini indica sempre quando recorre a dados pessoais, e disponibiliza várias formas de evitar essa utilização. É possível refazer respostas sem personalização, usar conversas temporárias, ou desativar totalmente o acesso nas definições. A empresa assegura também que estes dados não são usados "directamente" para treinar os modelos de AI, e que temas sensíveis, como informação de saúde, têm protecções adicionais.Meet Personal Intelligence.
— News from Google (@NewsFromGoogle) January 14, 2026
With your permission, Gemini can now securely connect information from Google apps like @Gmail, @GooglePhotos, Search and @YouTube history to make @GeminiApp a more personal, proactive, and powerful assistant. pic.twitter.com/JeImHdPUPo
A funcionalidade vai permanecer em beta durante algum tempo e estará disponível em todas as versões do Gemini, incluindo web, Android e iOS. A Google planeia alargar o acesso no futuro, mas para já a Personal Intelligence é opcional e fica apenas disponível para os utilizadores pagos. E se por um lado alguns vêem isto como mais um passo positivo para agentes AI mais inteligentes, outros alertam para os riscos que daí podem surgir.


















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