2013/04/04

Músicas na Internet já Rendem mais que na Rádio


Os artistas britânicos têm motivos para sorrir: pela primeira vez os lucros dos direitos derivados das músicas por via digital online superaram os da rádio. A mim não me surpreende nada, o que me surpreende é ver o terror com que as distribuidoras continuam a encarar os novos meios de distribuição, preferindo prosseguir uma política de medo e de perseguição das "partilhas ilegais" em vez de se preocuparem em facilitar a utilização das músicas em serviços que os utilizadores realmente utilizem - e a preços mais atractivos e competitivos.

Só teriam a ganhar com isso... e depois dos tristes episódio históricos do passado (até dá voltas à barriga ver o boicote e sabotagem que as editoras de discos fizeram à rádio quando esta aparece, atrasando o seu desenvolvimento em décadas, por igualmente acharem que com o aparecimento da rádio o negócio da música e dos discos iria desaparecer - duh!!!) seria de esperar que já tivessem aprendido.

Talvez este marco sirva para que empresas e artistas olhem para a internet de outra forma: não como um grande inimigo a combater, mas sim um grande aliado a abraçar. Porque como Amanda Palmer refere na sua imperdível TED Talk, a melhor maneira para fazer com que as pessoas paguem pela música não é a obrigá-los a pagar... mas sim pedir-lhe que paguem.

1 comentário:

  1. Primeiro que tudo gostaria de dizer que até concordo com o exposto. Mas isto é muito bonito mas só funciona em sociedades que têm esta cultura. E se tudo funcionasse desta forma? Vamos ao cinema, gostamos do filme e no fim contribuímos com o que achamos justo. Vamos ao um concerto, a mesma coisa. Arrendamos uma casa, definimos nós a renda... Estamos a falar de países com outra mentalidade, que dão boa gorjeta ao empregado de mesa porque foram bem atendidos. Temos outra realidade, aquela de que pagamos só o que for mesmo necessário. Senão não haveria tanta pirataria por cá...

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