2013/10/26

Fugir ao "tracking" é mais difícil do que parece


A maioria das pessoa pode não se preocupar com as questões de privacidade online. Afinal... "nada temos a esconder", certo? Mas a questão do tracking que é feito na internet, e que é utilizado para saberem que lojas visitam, que produtos pesquisam, e tudo o mais, vai passando cada vez mais para o mundo real. E mesmo sem se ter noção disso... é bem mais difícil ser "anónimo" do que se pensa.

Para sabemos os riscos, nada melhor do que falarmos com aquelas pessoas que levam estas questões bem a sério, aquele tipo de pessoas que muitos poderão considerar maluquinhos e paranóicos com as teorias das conspirações. E falando com eles, somos confrontados com um conjunto de situações que poderá fazer qualquer pessoa repensar este assunto.

Já por cá tínhamos falado do tracking que é feito através dos identificadores "via verde", e que não são usados apenas para pagar portagens mas também para "efeitos de tráfego". Mesmo no caso de fecharem estes identificadores em caixas isoladas, poderão gostar de saber que também os pneus dos veículos vêm com chips integrados que poderão ser lidos e criar um perfil de que veículos passam em que locais.

Passando para as pessoas... mesmo que se abstenham de usar cartões bancários e passem a usar dinheiro, há outro elemento cada vez mais popular que dá toda a informação de "mão beijada" aos comerciantes: os cartões de cliente; onde os pontos e descontos que servem de chamariz lhes dão em troca um perfil completo de tudo o que compramos, quando compramos... ao ponto de até conseguir detectar com precisão quando uma pessoa fica grávida (mesmo tentando manter a coisa em segredo).

E que dizer das redes sociais, onde as ligações aos amigos criam um emaranhado de ligações cuja possibilidade de análise vai teoricamente para além de tudo aquilo que se pode imaginar (e basta olhar para o Facebook Graph Search para ter um pequeno vislumbre sobre as possibilidades.)

Ficar fechado em casa, sem internet e sem amigos? Também não vos adiantará de muito... pois o consumo eléctrico, de água, e gás, permite criar um perfil sobre que utilização fazem, se se trata de uma ou mais pessoas, etc. etc.


Não sei se tudo isto será suficiente para ficarmos todos paranóicos, mas como o objectivo era relembrar que provavelmente ninguém é tão "anónimo" como poderia pensar, penso que fica o objectivo cumprido.

3 comentários:

  1. Vivemos em sociedade, agrupados , controlamos e somos controlados. É a vida.

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  2. A única coisa que me assusta nisto é o potencial de abuso. :( Senão nem se punha a questão de ser um problema, visto que trás vantagens, tanto para consumidor como para as empresas.

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