2013/10/26

Google reformula o reCAPTCHA para ser mais fácil (mas só para os humanos)


Poderemos considerá-los os inimigos mortais de todas as pessoas que passeiam pela internet. Os infames CAPTCHA - os testes destinados a comprovar que é mesmo uma pessoa que está a preencher um formulário ou a fazer um qualquer pedido, e impedir que o mesmo seja abusado por sistemas automatizados. Depois de anos a complicarem a vida aos utilizadores, o Google quer inverter a tendência e facilitar a vida às pessoas... mas só as que forem pessoas a sério!



Os CAPTCHAs começaram de forma simples, a fazerem perguntas básicas para comprovar que era uma pessoa que estava a realizar a operação. Mas, essa simplicidade fez com que rapidamente surgissem ferramentas automatizadas capazes de os ultrapassar. Por isso, os criadores de CAPTCHAs foram forçados a encontrar formas cada vez mais complicadas para tentar dificultar a vida a esse sistemas, numa autêntica guerra do gato e do rato onde ambos os lados tentavam superar o outro, e onde quem fica prejudicado é o pobre utilizador humano - que hoje em dia tem que se deparar com CAPTCHAs que poderão pôr à prova qualquer interpretação humana.

O reCAPTCHA é um sistema que foi comprado pelo Google e que oferecia a vantagem de servir como validação para humanos e ao mesmo tempo servir para fazer reconhecimento de palavras/número que falharam no processo de reconhecimento automático. E agora, vai sofrer uma alteração que pretende simplificar a vida aos utilizadores humanos.

O Google vai passar a utilizar outras técnicas de análise de risco potencial, analisando a forma como o utilizador interage com o CAPTCHA, em vez de se limitar a verificar as respostas dadas. Segundo o Google, essa informação permite facilmente identificar quando se trata de um utilizador humano (por exemplo, que fez scroll e teve tempo para ler a página), de um sistema automático (que poderá tentar injectar os valores directamente, poucos milisegundos após o carrregamento da página.)

Quando o sistema achar que há boas probabilidades de ser uma pessoa, escolherá CAPTCHAs de dificuldade reduzida, por exemplo, contendo apenas valores numéricos; enquanto que um visitante considerado "de risco elevado" continuará a ter que mostrar o que vale com imagens bem mais complicadas concebidas para baralhar os sistemas de reconhecimento automático.

Ainda bem... agradeço em nome de todos os humanos!

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