2015/10/19

Análise ao Alcatel Idol 3

A Alcatel é uma marca que dispensa apresentações e que tem um vasto catálogo de produtos. Desta vez o nosso Luis Costa centra a sua atenção sobre os Idol 3.


O segmento de gama média é, de há algum tempo, o preferido das diferentes marcas para lançar novos equipamentos (e aquele que a maioria das pessoas está disposta a comprar). E o mercado tem assistido à sua segmentação nos patamares de gama média baixa e média alta, consistindo no intervalo dos 200€ e dos 300€. Na verdade, os 200€ têm migrado mais para a a zona dos 250€, acabando por deixar o primeiro intervalo algo órfão.

A Alcatel é uma das marcas históricas do segmento móvel (o meu primeiro telefone foi um Alcatel, mais precisamente o One Touch Easy, conhecido por cá como Mimo Easy). A marca foi recentemente alvo de uma divisão, tendo o sector móvel sido adquirido pela TCL, que passou a comercializar os seus equipamentos na Europa sobre o branding da Alcatel.

O Alcatel Onetouch Idol 3



Neste artigo vamos abordar o idol 3, que já está no mercado há algum tempo, disponível em dois modelos, de 4,7" e 5,5”. A Alcatel procurou assim preencher os dois sub-sectores da gama média, tendo efectuado uma aposta que considero bastante interessante. Os dois equipamentos, embora com algumas diferenças, são bastante semelhantes, pois partilham o mesmo design.


Uma das particularidades do equipamento está exactamente no seu design, simétrico. Como tem um microfone em cada extremidade, permite que se utilize o smartphone sem a preocupação de como pegar no mesmo. Quer se pegue nele "direito" ou de "pernas para o ar", está sempre bem.


As diferenças centram-se no processador, memória RAM e resolução. O modelo de 4.7" vem com ecrã HD, Snapdragon 410 e GPU Adreno 306, e 1,5GB de RAM; o de 5.5" passa a Full HD, Snapragon 615 e GPU Adreno 405, e 2 GB de RAM. O armazenamento varia entre os 8 e os 32GB.

As dimensões do equipamento (4.7") são bastante compactas, algo que me agradou bastante. Quando comparado com o meu Nexus 5, é ainda mais confortável de segurar e muito fácil de utilizar com uma só mão.


O corpo de plástico apresenta uma boa qualidade de acabamento. É circundado por um anel de plástico que imita o escovado, ao que se sobrepõe na aresta um anel com banho metálico.

Mesmo com algum receio de que pudesse vir a ficar desiludido com uma utilização mais intensiva, resolvi instalar no idol 3 4,7” a grande maioria das aplicações que tenho no meu telefone pessoal. (Neste campo o Tap and Go aliado ao NFC mostram o quanto o Android já evoluiu, permitindo uma fácil "transferência" de tudo o que temos de um smartphone para outro.)

Com o passar dos dias, “estranhava” o desempenho do equipamento, que não dava sinais de abrandamento ou hesitações. Como poderia o idol ter um desempenho tão interessante quando comparado com o Moto E? O processador é exactamente o mesmo, e o idol tem uma resolução superior, o que só aumenta a necessidade de processamento. Para além disso, o Android instalado nos dois equipamentos é muito semelhante ao disponibilizado pela Google, decisão que se saúda com particular interesse. Qual seria então a explicação para tais diferença de comportamento?

A única que me parece poder causar esta diferença está na memória, ou mais exactamente nos 512MB extra que este idol 3 tem face ao 1GB do Moto E. E se for isso, demonstra bem o quanto uma "pequena" decisão pode ter um impacto significativo no resultado final.


Fiquei realmente muito satisfeito com o desempenho deste pequeno-grande smartphone. Não tem uma capacidade de processamento ultra-sónica, isso fica reservado para os topos de gama, mas não se pense no entanto que o idol 3 não é rápido. Para as tarefas do dia a dia, browser, facebook, twitter e mesmo a grande maioria dos jogos, o equipamento responde com prontidão, fazendo-nos pensar porque razão haveremos de gastar pipas de euros num topo de gama.

O teste foi de tal forma prolongado, que acabei por receber o idol 3 5.5” quando ainda tinha o de 4,7”. Comparando os dois, o 5,5” é naturalmente um pouco mais rápido, mas nada que faça envergonhar o irmão mais pequeno. A generosa área do ecrã, bem equipada com a resolução FullHD, corresponde ao gosto de um alargado leque de clientes, sendo por isso uma excelente opção para quem procura um smartphone de maiores dimensões.




Uma palavra ainda relativamente ao sistema de som, da responsabilidade da JBL. As duas colunas estéreo de 1.2W têm uma qualidade e potência de som assinalável. Se gostam de ouvir música, podem dispensar os auriculares, a festa está garantida. No entanto não é aconselhável passar de 2/3 do volume, pois a distorção acaba por estragar a experiência. (Se o vosso sonho for ser um DJ, podem utilizar a aplicação Mix para ensaiarem os vossos sets. :)

A câmara



A câmara traseira de 13MP que equipa os dois modelos (mais uma excelente decisão em termos de especificações) é bastante competente, desde que em ambientes bem iluminados. As imagens apresentam um bom detalhe e a cor corresponde à original. Com pouca luz, não há milagres.


De entre os modos de fotografia disponíveis, destaco a gravação a intervalos e o leitor de código de barras. O modo manual será por certo bem-vindo por parte de todos os que gostam de explorar o mundo da fotografia.

A câmara frontal é suficiente para chamadas de vídeo e selfies.


Em utilização



A interface do Android está muito próxima do que a Google disponibiliza. Temos apenas um launcher modificado, com alguns ícones a apresentarem um design diferente. Se não apreciarem esta alternativa, podem optar por uma outra, sendo que no caso do Google Now Launcher, os ícones vão-se manter. As funcionalidades adicionadas pela Alcatel estão bem integradas no espírito do Material Design. As actualizações entretanto lançadas são sempre bem-vindas, e espera-se que o Android Marshmallow não demore muito tempo.


 A Alcatel propõe alguns jogos e apps ao utilizador, os quais podem ser desinstalados. Há no entanto algumas apps "de sistema" que só podem ser desactivadas.


Quem tiver falta de ideias, pode sempre aproveitar as sugestões que são fornecidas. Sendo algo interessante, deveria no entanto ser facultativo. As sugestões não se ficam por aqui. Seguindo a tendência da Google, a Alcatel apresenta o OneTouch stream, com várias secções disponíveis. Ainda como função auxiliar, no ecrã de bloqueio temos acesso rápido a algumas aplicações/funções.

O duplo toque para ligar o equipamento é uma das funcionalidades mais interessantes. Considero mesmo que deveria fazer parte das especificações de todos os equipamentos sem sensor de impressão digital (sim, este é outro mundo, desde que bem implementado). No caso do Alcatel, a configuração da funcionalidade parece-me demasiado sensível, originando desbloqueios não desejados do ecrã.


Em termos de autonomia, os dois equipamentos são muito equivalentes. Consegui em ambos 3 horas de ecrã, isto a jogar Ingress, pelo que é um valor muito interessante.


Apreciação final



Como já referido anteriormente, o modelo de 4,7" acabou por ser uma grande surpresa. Relativamente às 5,5", já sabíamos à partida o que esperar. Os diversos equipamentos disponíveis no mercado com esta configuração são comprovativo de uma solução ganhadora, apresentado uma relação preço/desempenho muito interessante.

O Android, à excepção do launcher e de alguns ícones, é o mesmo que a Google apresenta nos seus equipamentos, podendo este ser um factor que desequilibra a balança a favor deste smartphone da Alcatel face a outros modelos no mercado.

A versão de 4,7" será o modelo ideal para quem procura um smartphone competente e de reduzidas dimensões. Já as 5,5" correspondem à tendência do mercado em termos de evolução em direcção aos phablets. Para além do seu maior tamanho, este modelo apresenta também um melhor desempenho, ideal para quem goste de jogos mais exigentes em termos de processamento.

Os dois idol 3 são equipamentos competentes, que fazem bem aquilo a que se propõem, sendo por isso uma opção recomendada para quem procura um equipamento de gama média. Estão disponíveis no mercado livre com PVP de 249,90€ para as 4,7"-16GB/dual SIM e 215€ para 8GB-single SIM. O modelo de 5,5" tem um PVP de 299€ para 32GB-dual SIM e 270€ para 16GB-single SIM.



Alcatel idol 3


Prós
  • Desempenho sem compromissos
  • Design elegante
  • Sistema de som
Contras
  • Modelo de 4,7" tem"apenas" 1,5GB
  • Sensibilidade do duplo toque para desbloqueio do ecrã

Galeria de imagens





Idol 3 4.7"




Idol 3 5.5"





9 comentários:

  1. Tenho um 5,5" dual sim 32gb há 3 meses e estou mto satisfeito com a máquina. O paradigma do smartphone de topo a preços proibitivo para mim terminou, sendo que ainda assim tenho garantia e assistência por ser uma marca já implementada em Portugal

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  2. Estou curioso. O que significa:

    "Não tem uma capacidade de processamento ultra-sónica, isso fica reservado para os topos de gama, mas não se pense no entanto que o idol 3 não é rápido."

    em exemplos concretos? Demora mais um segundo a abrir uma app? Nota-se lag em jogos? Demora mais a saltar entre screens? Exatamente onde é que se notam estas faltas de velocidade?

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  3. O comentário refere-se à versão de 4,7". Tal como referido no texto que se segue ao excerto em cima, numa utilização que corresponde à grande maioria dos utilizadores, não há qualquer atraso ou falha.
    Muitas páginas de browser ou jogos mais pesados claro que se fazem sentir. Não há milagres.

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    1. Ora obrigado pela resposta. É mesmo curiosidade genuína porque a impressão que dá é que com a capacidade técnica atual dos smartphones e as tarefas normais às quais os utilizadores os sujeitam, qualquer telemóvel consegue lidar perfeitamente com a maior parte das situações.

      Este tipo de questão apareceu-me várias vezes no passado ao ter que ajudar familiares a comprar portáteis. A gente pergunta sempre "para que vais usar o computador"? E a realidade é que a maior parte das pessoas precisa de um computador para ouvir música, ver vídeos e ir à net. Raramente um bocadito de office. Para estas coisas qualquer máquina barata serve. É por esta razão que os tablets começaram a fazer tanto sucesso porque as necessidades da maior parte da população não passam daqui e tudo o extra que os pcs permitiam fazer, simplesmente não era utilizado.

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  4. Tomei em conta tudo o que escreveu abertoatedemadrugada mas, é preciso ser estúpido como eu fui, para trocar um mísero lumia 640 por um alcatel, claro que devia ter em conta que não quero um smartphone para jogar, ainda assim dou-lhe razão,tem um som melhor e o design é atractivo

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  5. Não vejo referida a versão de Android que o o equipa. Há informações sobre upgrades?

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    1. "As actualizações entretanto lançadas são sempre bem-vindas, e espera-se que o Android Marshmallow não demore muito tempo."

      http://www.appsdoandroid.com/2016/06/android-60-marshmallow-para-o-idol-3-da.html

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  6. A minha tela quebrou a onde eu troco alguém sabe ?

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  7. Estou com problemas que dizem sem serviço ou seja sem. Rede... Fogo nem sei já o que fazer

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