2015/11/28

"Sem Bilhete" volta a demonstrar que política de bloqueio a sites de partilha não tem efeito


Enquanto uns vão cantando vitória pela facilidade com que agora se pode bloquear o acesso a sites indesejados (esquecendo-se que esse bloqueio é meramente cosmético), outros relembram que por cada site que se tente bloquear, outros surgem em resposta, como é o caso deste novo "Sem Bilhete".

Tal como muitos outros sites que permitem ver os conteúdos que se desejam com um único clique e sem necessidade de configurações complicadas ou downloads, este Sem Bilhete relembra que a perseguição e combate ao streaming pela via dos bloqueios não será, de todo, a forma mais eficiente.

O anúncio da sua estreia espelha bem o sentimento generalizado:
O conteúdo partilhado na Internet por via de stream é um fenómeno crescente não só pela sua facilidade mas pelas suas inúmeras vantagens que passam pelo suporte de múltiplos dispositivos a diversidade de conteúdos. Depois do fim do Wareztuga, o número de sites semelhantes a este aumentou muito devido à grande procura num período em que a oferta era muito limitada. Dessa panóplia de sites destacavam-se alguns com uma oferta e qualidade muito boa mas pecavam em vários fatores como a preocupação com a experiência do utilizador, a falta de funcionalidades e até o suporte de múltiplos dispositivos.

Numa conversa entre amigos falou-se da possibilidade de juntar tudo o que havia de qualidade num site de distribuição de conteúdos único e, adicionar outras funções que acharíamos interessantes. Formámos uma equipa e trabalhámos arduamente para construir um novo projeto, mantendo sempre a filosofia de que o site tinha de ser simples mas funcional para que todos os utilizadores pudessem usufruir dos conteúdos independentemente dos seus conhecimentos informáticos.

Gostaríamos então de vos introduzir o Sem Bilhete. Para além das funcionalidades e da experiência do utilizador, focámo-nos num design que fosse adaptável a qualquer dispositivo, sem comprometer a oferta de conteúdos. Atualmente dispomos de mais funcionalidades que qualquer outro site do mesmo estilo.

Foi-nos questionado diversas vezes se não temíamos que o nosso projeto fosse bloqueado. Apesar de já termos discutido essa situação internamente, a verdade é que não sabemos mas não podemos deixar que esses bloqueios nos façam desistir. Não concordamos com esta forma de censura e iremos incentivar os utilizadores a dar a volta à situação.

... Não seria bom que, em vez de se perseguirem estes sites, se disponibilizassem formas simples, eficientes (e baratas) que permitissem que este tipo de serviços pudesse funcionar de forma legal? Em vez de tentar justificar que um filme vale 10 euros para ser alugado, fazendo com que milhares de pessoas optem por recorrer à pirataria, com receita zero para os criadores; que tal se a licença para ver um filme custasse apenas 10 cêntimos, quer fosse visto no seu site oficial como em qualquer um destes sites de streaming não oficiais? Um valor que provavelmente poderia ser pago imediatamente pela visualização de um qualquer spot publicitário, ou outra coisa do género, ou que mesmo que tivesse que ser pago, seria feito de bom grado pela imensa maioria dos utilizadores?

Penso que seria uma pura questão matemática: cobrar 10 euros e ter 1 milhão de pessoas que pirateia e rende zero euros; ou cobrar 10 ou 20 cêntimos e ter 990 mil pessoas que pagam o valor, rendendo quase 100 ou 200 mil euros (retiro 1% porque haverá sempre pessoas que, por muito reduzido que seja o valor, continuarão a não querer pagar nada... mas penso que seriam uma reduzida minoria, quando se fala de valores tão baixos.)

Talvez o "novo ano" de 2016 possa inspirar a que seja feita a tão necessária reforma dos direitos de autor, e talvez nos aproximemos de um sistema mais condizente com o mundo e as tecnologias actuais - em vez de actuar como uma âncora que nos tenta prender à antiguidade.

6 comentários:

  1. Xiiiiiiiiu, pouco barulho, pá!

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  2. Apoiado. É isso mesmo que penso. Mas acho que temos que esperar que algum país na Europa ou na América tenha a lucidez para fazer isso para que outros países sigam esses passos. Estas proibições fazem-me lembrar o lápis azul do regime anterior. Bloqueios absolutamente ridículos.

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  3. Nem todos os países pensam em bloquear esses sites. Já há exemplos...

    http://pplware.sapo.pt/informacao/tribunal-sueco-declara-nao-podemos-proibir-o-the-pirate-bay/

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  4. Nem todos os países pensam em bloquear esses sites. Já há exemplos...

    http://pplware.sapo.pt/informacao/tribunal-sueco-declara-nao-podemos-proibir-o-the-pirate-bay/

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  5. Como é que consigo contornar o bloqueio via Android? Tento aceder ao lusoshare e nao consigo

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  6. Http://gazenow.com , chegou à pouco e está a arrebentar, so conteúdos com boa qualidade, tenho visto apenas lá agora.

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