2018/01/22

Lenovo Yoga 720 [contacto]

Ter um portátil potente num formato compacto é algo que se vai tornando cada vez mais comum, e hoje vamos que tal se comporta o Yoga 720 da Lenovo.


A Lenovo é uma das marcas que continua a apostar no mercado dos portáteis, estando presente em diferentes segmentos de mercado. A sua linha ThinkPad, de onde se destaca o X1 Carbon, dispensa apresentações. Os Yoga, tal como tivemos oportunidade de verificar aquando da visita à IFA em Berlim, também não se ficam nada atrás, com os convertíveis a aparecerem em grande destaque.

O Yoga 720 foi um dos portáteis apresentados e nós já tivemos oportunidade de experimentar uma das muitas configurações que a Lenovo tem disponíveis no mercado. Este modelo tem versões com 12.5", 13.3" e 15,6", com resolução Full HD ou UHD 4K (3840 x 2160) e nesta altura já é apresentado no site da Lenovo com processadores Intel de 8ª geração.

A versão que a Lenovo nos enviou, tinha um ecrã touch de 13.3" com resolução Full HD, processador Intel i7-7500U de 7ª geração a 2.7GHz, 8GB de RAM e um SSD PCIe de 512GB.



O Yoga 720 tem um corpo rectangular em alumínio, num design que que tem vindo a ser utilizado pela Lenovo há algum tempo.


Neste modelo, não temos o deslumbrante sistema de dobradiças que a marca utiliza na série 900, ficando a rotação a carga de uma dupla dobradiça perfeitamente "normal".



Do lado direito temos uma porta USB tipo A e o botão de power, do lado oposto, duas portas USB tipo C, sendo que uma delas serve para carregamento e a outra suporta ligações Thuntherbolt. A ausência de uma porta HDMI ou ethernet, vai obrigar à utilização de adaptadores USB. Tendo em conta que só têm uma porta USB tipo A, o melhor mesmo será optarem por adaptadores USB tipo C.


O TouchPad tem dimensões generosas e é bastante preciso, permitindo uma navegação confortável. À direita deste. encontra-se um leitor de impressão digital, para uma segurança acrescida no acesso ao equipamento.

O teclado está dentro daquilo que a Lenovo já nos habituou, com as teclas a terem um efeito arredondado num dos lados, ao contrário do quadrado que habitualmente é disponibilizado. As teclas têm uma dimensão normal, mas o toque é demasiado suave, pelo menos para o meu gosto.



O ecrã tem cores fortes e vibrantes, e o brilho permite uma boa leitura, mesmo em locais com muita iluminação, mas terão de viver com os reflexos, pois não estamos na presença de um ecrã mate. As margens laterais são reduzidas, o que contribui para que o portátil tenha uma dimensão mais compacta que o habitual nas 13". O mesmo não se passa na zona inferior do ecrã, onde a Lenovo poderia cortar uns bons milímetros, reduzindo ainda mais o tamanho do equipamento (penalizando um pouco a dimensão do TouchPad).

O ecrã não é removível, mas como pode ser rodado quase 360º, permite que se utilize o Yoga 720 como um tablet. É nesta vertente que a detecção do toque se mostra ainda mais útil, podendo o utilizador utilizar uma pen para desenhar ou escrever.

Em termos de desempenho, o SSD PCIe tem um comportamento verdadeiramente pornográfico, com velocidades impressionantes (mais de 2000/1000MB/s), pulverizando os resultados dos SSD SATA. O processador já se sabe que não estará ao nível do modelo equivalente nos desktop, mas o seu comportamento é bastante bom, permitindo a utilização de máquinas virtuais ou edição de vídeo sem constrangimentos.

Em termos de autonomia, este Yoga 720 esteve aquém do esperado, ficando-se por 5 horas e meia no meu padrão de utilização habitual. Sendo verdade que este valor está dentro da média dos portáteis que tenho testado, espera-se sempre mais de um equipamento deste tipo, onde a mobilidade é um atributo com importância acrescida.


Esta questão da autonomia no Yoga 720 tem contudo um aspecto muito interessante, pois é possível carregar o portátil com um powerbank. Possuímos uma colecção bastante alargada, com diferentes capacidades e protocolos de carregamento e no caso do Yoga 720 comecei por experimentar um powerbank com uma porta power delivery, pois este seria aquele com maior probabilidade de sucesso, como se veio a verificar.

Movido pela curiosidade, testei outros powerbanks, todos com sucesso e só para tirar as dúvidas, fui buscar um Anker com 5000mAh apenas com tecnologia PowerIQ (até 2A). Surpreendentemente, até este powerbank foi capaz de carregar o Yoga 720 ao mesmo tempo que o utilizava, como poderão verificar na imagem em cima.

A questão da autonomia acaba assim por ficar resolvida, pois basta fazerem-se acompanhar de um powerbank para estender a capacidade da bateria, ganhando umas horas extra de utilização. Tendo em conta o preço dos ultrabooks e a limitação das baterias, esta possibilidade de carregamento com um powerbank é talvez a melhor opção disponível na actualidade. Será interessante verificar quais os fabricantes que disponibilizam esta funcionalidade nos seus equipamentos.


Com 1.3Kg de peso, o Yoga 720 não é dos ultrabooks mais leves no mercado, mas está ainda dentro do que se pode considerar um equipamento transportável, sem causar desconforto ao fim de algum tempo. As portas USB tomaram o lugar da entrada HDMI e ethernet. No caso deste Yoga 720, se precisarem de destas ligações, vão ter de utilizar um adaptador. É a tendência do momento e algo a que os utilizadores já se estão a habituar.

O desempenho deste ultrabook é bastante bom, sendo uma alternativa para todos os que necessitam de trabalhar em mobilidade. O ecrã touch e a caneta aumentam o leque de possibilidades de utilização, tornando o Yoga 720 um equipamento ainda mais apetecível. Se gostarem deste tipo de teclado, é garantidamente uma opção a terem em conta, ainda mais se encontraram uma promoção como a que está a decorrer actualmente na Fnac, onde podem adquirir a configuração testada por 1299€.


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