2019/05/04

Armazenamento em proteínas pode guardar dados por milhões de anos


Investigadores estão a explorar um sistema de armazenamento de dados em proteínas, que no futuro poderá servir como repositório que garanta que a informação de toda a humanidade poderá sobreviver à nossa própria existência.

Todos os que já tiveram a infelicidade de ir buscar um CD ou DVD gravado há uma dezena de anos, apenas para descobrirem que ficou "transparente" e ilegível, saberão que o suporte dos dados digitais não são tão robustos quanto se poderia desejar. Mas há quem esteja a trabalhar no assunto, desenvolvendo sistemas que não só permitem guardar incríveis quantidades de informação num volume reduzido, como também serão capazes de resistir por milhões de anos.

A ideia de recorrer aos mesmos sistemas utilizados pela biologia para armazenar dados digitais não é nova, havendo quem esteja a estudar formas de o fazer usando DNA. Mas neste caso, investigadores optaram por algo mais simples de manipular: pequenas proteínas, que permitiriam armazenar toda uma biblioteca num volume equivalente a uma colher de chá. Mas a parte mais interessante é que estas proteínas, nas condições certas, poderão manter esta informação durante milhões de anos.

Só que, por agora, não esperem contar com um drive de proteínas com petabytes - e mesmo que existisse, obrigaria a ter uma imensa dose de paciência. A velocidade de leitura é de apenas 20 bits por segundo, e a velocidade de escrita é de 8 bits por segundo. Pelo que, escrever um megabyte de dados seria coisa para demorar mais de 3 meses (para um terabyte, seriam necessários mais de 31 mil anos!) Mas... quem sabe o que o futuro nos trará? Afinal, o primeiro disco rígido pesava mais de uma tonelada e só tinha uma capacidade de 5MB, e veja-se o quanto se evoluiu em pouco mais de meio século.

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