2019/08/24

A lua vista pelo Hubble


Estamos habituados a ver imagens do Hubble dos confins do Universo; mas já pensaram no que poderia ver se fosse apontado para algo mais próximo, como a Lua?

O Hubble revolucionou a forma como víamos o espaço, e não há nada melhor para o exemplificar do que ver o tipo de melhoria que trouxe aos astrónomos. Na imagem que se segue, à esquerda vemos uma captura feita por um telescópio terrestre, que nos mostra aquilo que parece ser uma estrela; à direita, a captura feita pelo Hubble, que revela que afinal se trata de duas estrelas. A melhoria é equivalente a passar-se de uma imagem de vídeo VHS para uma em Ultra HD 4K!


Mas... e que tal se em vez de o apontarmos para objectos celestes a milhares de anos luz de distância, o apontássemos para algo mais próximo? Bem, estando em órbita a 600 km, se o Hubble fosse apontado para a Terra poderia, teoricamente, ver objectos no solo com uma resolução de 30 cm! Infelizmente, não é algo que pudesse funcionar na prática, pois a Terra seria demasiado brilhante para os seus sensores, e conta com um sistema de protecção que automaticamente fecharia a objectiva para não os danificar. Mas, não podendo ser a Terra... podemos tentar a Lua.

E de facto, o Hubble captou imagens da Lua em 2005, incluindo os locais de pouso das missões Apollo 15 e Apollo 17.


[Local do pouso da Apollo 17 captadas pelo Hubble - e uma foto captada pela Apollo 17]

Infelizmente, por muito poderoso que o Hubble seja, a distância a que está a Lua faz com que a sua resolução caia para os cerca de 70 metros por pixel. Suficiente para ter uma boa resolução, mas manifestamente insuficiente para quem esperasse ver com nitidez o módulo de alunagem ou o rover lunar.

E não se pense que estas fotos foram tiradas por brincadeira. O objectivo foi dar uso aos sensores que lhe permitem ver no espectro ultravioleta, para tentar determinar a presença de materiais ricos em oxigénio. Seja como for, para os futuro astronautas que vierem a manter presença regular numa base lunar, podem ficar descansados que nem com o telescópio espacial Hubble será possível "espreitá-los". :)

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