2020/12/07

Lojas na Darknet também sofrem com Covid-19

O cenário de Covid-19 tem alterado drasticamente os hábitos de compra nos consumidores, e nem sequer as lojas na darknet escapam.

Com os confinamentos, horários reduzidos, e preocupações com o distanciamento social provocados pela pandemia Covid-19, foram muitas as pessoas que optaram pelas compras online, com isso colocando ainda maior pressão sobre toda a cadeia logística de entregas que, tradicionalmente, já tem tido enorme dificuldade para lidar com as encomendas na época de final de ano - por conta das promoções Black Friday, Cyber Monday, e compras de Natal. Mas as queixas nas demoras das entregas não é exclusiva do comércio tradicional, e também as lojas na darknet têm sofrido.

O encerramento da Silk Road pelas autoridades demonstrou que as lojas que se dedicam a produtos ilegais não estão imunes às leis, mas isso em nada impediu que continuassem a existir - e até a proliferar - lojas que vendem drogas e todo o tipo de produtos e serviços que não se encontram nas lojas habituais. E agora, parece que é o coronavirus a ter mais impacto que as autoridades, levando a uma redução do número de lojas neste sub-mundo da internet.

De 2019 para 2020 assistiu-se a uma redução do número de lojas darknet, que passaram de 57 para 37. Curiosamente, embora isso tenha sido acompanhado por uma redução na quantidade de transacções / compras feitas, o valor total das mesmas continuou a aumentar. O número de compras, que em 2019 ascendia aos 13 milhões de transacções, caiu para menos de 10 milhões em 2020; mas o valor total aumentou, superando os 1.5 mil milhões de dólares (uma média de 150 dólares por transacção).

Também nestas lojas se tem assistido a um aumento das reclamações por causa das demoras nas entregas, e também aqui os "comerciantes" dizem que a culpa se deve à Covid-19.

Não se sabe exactamente porque motivo tantas lojas têm fechado, deixando outras a lucrar com isso. Podem ser lojas que também têm tido problemas em receber os produtos dos seus fornecedores; outras que se dedicavam a esquemas de compras sem enviar os produtos, e que obrigatoriamente têm que encerrar assim que estragam a sua reputação; seja como for, e à semelhança do que tem acontecido com muitos sectores do comércio tradicional, nem o comércio obscuro que se refugia no anonimato da internet tem escapado ao impacto da pandemia que tem transformado o mundo.

7 comentários:

  1. Eu a ler o artigo até ao fim para perceber como é que o covid-19 tinha sofrido o downgrade (para covid-10 xD)

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  2. Isto foi jogada do Carlos para lermos o artigo todo à procura do 10...

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  3. ahahah mesmo! click bait :P

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  4. São menos lojas virtuais, mas ganham muito mais dinheiro... não compreendi qual o problema então (além de venderem, alegadamente, coisas actualmente consideradas ilegais em alguns países).

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    1. Tens que perguntar aos 40% destas lojas que deixaram de existir. :)

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