2022/11/09

Yuan digital acaba com a privacidade monetária na China

A China tem feito grande aposta na adopção do Yuan digital, mas são muitas as preocupações com o impacto que isso terá na privacidade dos cidadãos.

A maioria dos países tem optado por fazer oposição às criptomoedas, mas são cada vez mais o que usam a sua popularidade para promover versões digitais das suas próprias moedas nacionais. Na China, o resultado foi o Yuan digital, que tem sido fortemente promovido.

Ao contrário das criptomoedas como o Bitcoin, descentralizadas e sem nenhum responsável oficial, estas moedas digitais são integralmente controladas pelo país que as emite. Na prática, pouco ou nada diferem do "dinheiro" que é mantido nos bancos e transaccionado nas operações electrónicas. Mas, o potencial para utilização abusiva é bastante superior, já que permite saber onde e como cada cidadão gasta cada cêntimo, com todas as inferências que daí se poderão tirar - e não esquecer que estamos a falar de um país que já usa milhões de câmaras para seguir todos os movimentos dos seus cidadãos, até mesmo no interior das salas de aulas.

É certo que isso é algo que já acaba por acontecer parcialmente com a utilização dos cartões bancários, com essa informação a ficar na mão das empresas que gerem os pagamentos e dos bancos (de forma idêntica à dos operadores de telecomunicações saberem a localização dos clientes) e não sendo de acesso directo pelo governo. E, pelo menos por agora, as pessoas ainda têm a opção de usar notas e moedas para poderem comprar o que bem entenderem, sem qualquer registo directo. Mas, isso poderá ser algo que deixe de ser possível a médio e longo prazo... embora obviamente se possa prever que, em resposta a isso, surgiriam sistemas de pagamento paralelos que tentariam escapar ao controlo pretendido.

E antes que pensem que este tipo de coisa apenas se passa na China, é preciso não esquecer que na Europa também se prepara o Euro digital.

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