A BYD diz que as baterias de estado sólido só entrarão em produção em volume em 2030, mas relembra que as baterias actuais já são suficientemente boas.
As baterias de estado sólido continuam a ser vistas como a meta suprema dos veículos eléctricos, e a BYD acaba de reforçar essa ideia com novos detalhes sobre o estado desta tecnologia eos seus planos. Segundo Lian Yubo, cientista-chefe da empresa, estas baterias já atingiram um estado de desenvolvimento bastante avançado, mas ainda estão longe de chegar em massa ao mercado. Embora a tecnologia já funcione em ambiente de laboratório, a produção em larga escala continua a ser um grande desafio. E é esse, neste momento, o principal obstáculo: transformar as baterias de estado sólido num produto viável, acessível, e pronto para ser aplicado em milhões de carros.
As baterias de estado sólido diferenciam-se das actuais por utilizarem materiais sólidos em vez de electrólitos líquidos, o que as torna mais seguras e menos propensas a incêndios. No entanto, essa mudança traz novos problemas técnicos. Entre os principais desafios estão a estabilidade entre os materiais e como prevenir a formação de dendritos de lítio, pequenas estruturas que podem crescer no interior da bateria e causar falhas. Lian Yubo também revela que a BYD tem uma abordagem "inversa" no desenvolvimento das baterias: em vez de criar uma bateria para depois as colocar nos carros, começa pelas necessidades dos condutores e tenta cria baterias que cumpram esse objectivo: por exemplo, privilegiando a sua longevidade para que dure décadas, ou que seja capaz de ser recarregada em poucos minutos.
Enquanto as baterias de estado sólido não chegam ao mercado, a BYD continua a melhorar as baterias actuais. A empresa está a trabalhar na nova Blade Battery 2.0, baseada em tecnologia LFP, que promete uma densidade energética de cerca de 210 Wh/kg e tempos de carregamento impressionantes. Segundo a marca, será possível passar dos 10% aos 70% em apenas cinco minutos, aproximando-se da rapidez de abastecimento de um carro a combustão. Paralelamente, a BYD está também a investir em baterias de iões de sódio, uma alternativa mais barata ao lítio. Estas baterias poderão atingir até 10.000 ciclos de carga, o que, em utilização diária, poderia traduzir-se numa vida útil superior a 25 anos. Embora não sejam ideais para veículos de alto desempenho, podem desempenhar um papel importante no segmento dos carros eléctricos mais acessíveis.
Quanto às baterias de estado sólido, a BYD já aponta um calendário concreto. A produção em pequena escala deverá arrancar em 2027, com modelos mais exclusivos ou de demonstração tecnológica. No entanto, a produção em volume só deverá acontecer mais perto de 2030. Veremos se a promessa será cumprida, ou se nessa altura voltaremos a ver o prazo adiado mais para a frente.
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Interessante o posicionamento das marcas.
ResponderEliminarLi algures, recentemente, que as baterias de iões de sódio seriam o "pulo do gato" já em curso pela questão da abundância, custo de extração, resistência a temperaturas baixas, segurança e custo final expectável.
Atendendo ao seu estado avançado de desenvolvimento (embora sendo menos potentes - ideal se complementadas com as de lítio -) o custo apontado de 1/10 face às de lítio acredita-se numa forte redução de preço dos elétricos por deriva dos avanços alcançados no seio da chinesa CATL.