Os fãs do Smart original vão gostar de ver que a marca está a trabalhar num modelo que recupera o formato que a popularizou.
A Smart está a regressar às suas origens com um novo concept que volta a apostar na mobilidade urbana. O Concept #2 marca o regresso da marca aos carros compactos de dois lugares, depois de anos a apostar em SUVs eléctricos maiores. E embora mantenha o espírito dos clássicos Smart, este novo modelo chega com uma abordagem bastante mais moderna.
Durante anos, a Smart ficou conhecida pelos seus carros ultra compactos, ideais para cidade. Mas com o fim do Fortwo em 2024, muitos pensaram que a marca tinha abandonado esse conceito. O Concept #2 vem provar o contrário, mostrando que ainda há espaço para um verdadeiro city car eléctrico no catálogo da marca. O design foi desenvolvido pela Mercedes-Benz, enquanto a base tecnológica vem da Geely, reflectindo a parceria actual da marca. Visualmente, o carro mantém elementos familiares: duas portas, praticamente sem capôt e com as rodas posicionadas nos extremos para maximizar o espaço interior. No entanto, cresceu em dimensões. Mede agora 2.792 mm de comprimento, cerca de 30 cm mais do que o primeiro Smart e quase 10 cm mais do que o último EQ Fortwo - dimensões que deverão significar o fim do "estacionar de lado" do modelo original.
Apesar desse crescimento, continua a ser um carro extremamente compacto quando comparado com outros eléctricos do mercado. É significativamente mais pequeno do que modelos como o Fiat 500e ou o Renault Twingo E-Tech, posicionando-se numa espécie de zona intermédia entre microcarros e citadinos tradicionais. O Concept #2 também aposta num design mais arrojado e com detalhes pouco convencionais. Os faróis LED têm um visual agressivo e as luzes diurnas formam o símbolo "#2". A grelha frontal inspira-se em malas de luxo, enquanto as portas substituem puxadores tradicionais por tiras em pele. O tejadilho com acabamento dourado completa um conjunto que pretende chamar a atenção. Pelo lado positivo, fica praticamente garantido que muitos destes elementos não devam chegar à versão final de produção.
Debaixo da carroçaria está uma nova plataforma chamada Electric Compact Architecture (ECA). A Smart ainda não revelou todos os detalhes técnicos, mas aponta para uma autonomia de até 400 km (ciclo CLTC), um salto enorme face aos cerca de 135 km do antigo modelo eléctrico. O carregamento também evolui significativamente, com a possibilidade de ir dos 10% aos 80% em menos de 20 minutos.
O modelo inclui ainda tecnologia Vehicle-to-Load, permitindo usar a bateria do carro para alimentar dispositivos externos. Tal como nos Smart anteriores, o motor deverá estar montado atrás, com tracção às rodas traseiras, o que ajuda a manter um raio de viragem reduzido, perfeito para os ambientes urbanos a que se destina.
Ainda não foram divulgadas imagens do interior, mas a marca promete um habitáculo com foco no conforto e numa sensação premium. Com apenas dois lugares, os designers tiveram mais liberdade para criar um espaço mais aberto e sofisticado.
A versão de produção do novo Smart deverá ser apresentada oficialmente no Salão Automóvel de Paris, em Outubro. Com este modelo, a marca tenta equilibrar o passado com o futuro, trazendo de volta o conceito de carro urbano compacto, mas adaptado às exigências actuais da mobilidade eléctrica. Se conseguir chegar ao mercado com um preço "da China", certamente não irão faltar interessados neste Smart que materializa aquilo para que o Smart original deveria ter evoluído.
2026/04/23
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)



















Sem comentários:
Enviar um comentário (problemas a comentar?)