A Ferrari revelou o seu primeiro automóvel 100% eléctrico, com painel interior desenhado em parceria com Jony Ive, o Ferrari Luce.
A Ferrari entrou oficialmente na era dos automóveis eléctricos com a apresentação do Luce, o primeiro modelo 100% eléctrico de produção da marca italiana. O novo veículo adopta uma carroçaria de cinco portas, cinco lugares e um formato entre hatchback e berlina desportiva - com design que tem gerado bastante polémica por ser demasiado parecido com um automóvel de uma marca "normal" (alguns equiparam-no a um Smart ou um Leaf). O projecto contou também com a participação da LoveFrom, o estúdio de design de Jony Ive, antigo responsável por alguns dos produtos mais icónicos da Apple, marcando a sua primeira colaboração no desenvolvimento visual de um automóvel.
O Ferrari Luce é também o maior modelo alguma vez produzido pela marca e aposta fortemente na eficiência aerodinâmica para maximizar a autonomia. O interior segue uma filosofia diferente da maioria dos carros elétricos actuais, privilegiando controlos físicos em alumínio em vez de depender exclusivamente de grandes ecrãs táteis. A ausência do tradicional túnel central permitiu criar o primeiro verdadeiro habitáculo de cinco lugares da Ferrari, acompanhado pela maior bagageira alguma vez oferecida num modelo da empresa.
A base técnica inclui uma arquitetura eléctrica de 800V e uma bateria de 122 kWh desenvolvida em parceria com a sul-coreana SK On. O sistema suporta carregamento rápido até 350 kW, permitindo recuperar cerca de 70 kWh em apenas 20 minutos. A autonomia estimada chega aos 530 quilómetros. A potência é fornecida por quatro motores eléctricos independentes que, em conjunto, produzem 1.036 cavalos e 1.002 Nm de binário.
As prestações mantêm o ADN desportivo da Ferrari intacto. O Luce acelera dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos, alcança os 200 km/h em 6,8 segundos e atinge uma velocidade máxima de 310 km/h. Para manter uma experiência de condução mais envolvente, a marca desenvolveu sistemas específicos de controlo de potência, travagem regenerativa, e até um sistema que amplifica os sons reais dos motores eléctricos para o habitáculo. O preço arranca nos 550 mil euros e as primeiras entregas estão previstas para o próximo ano.
Veremos até que ponto esta aposta da Ferrari dará resultados, num mercado onde se vão multiplicando as pfertas de marcas chinesas, que até oferecem prestações idênticas por cerca de um décimo do preço.
2026/05/26
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Sou só eu que o acho feio de morrer?!
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