O lançamento do telescópio espacial Nancy Grace Roman correu de forma tão perfeita que permitiu poupar combustível para mais de 20 anos de operação.
O Nancy Grace Roman foi lançado em Agosto e, apesar de ser o primeiro telescópio espacial a ter sido concebido para permitir operações de reabastecimento, as coisas parecem ter corrido da melhor forma possível.
O Nancy Grace Roman Space Telescope poderá operar durante pelo menos 22 anos, mais do dobro do que a NASA inicialmente previa. O observatório foi lançado com combustível suficiente para uma missão de cinco anos, com possibilidade de extensão por mais cinco, mas a trajectória extremamente precisa do lançamento permitiu poupar uma quantidade significativa do mesmo. O lançamento colocou o Roman numa trajectória tão precisa que a primeira grande correcção de curso consumiu apenas cerca de 18 kg de hidrazina, muito abaixo dos 200 kg inicialmente previstos para essa manobra. O telescópio também acabou por pesar cerca de duas toneladas a menos que o limite para o lançamento, permitindo à equipa carregar os quatro depósitos de combustível até à sua capacidade total.
O Roman vai viajar até ao ponto L2, onde deverá entrar numa órbita em torno do ponto de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol. A missão terá como objectivo estudar algumas das maiores estruturas do Universo, incluindo galáxias, matéria escura e energia escura. O seu Wide Field Instrument conta com 18 detectores de infravermelhos e pode observar uma área do céu cerca de 100 vezes maior do que o Hubble, com uma resolução semelhante.
A maior autonomia também reduz a necessidade de uma futura missão de reabastecimento. O telescópio inclui um sistema de acoplamento e componentes preparados para uma eventual missão robótica de manutenção. Para já, todos os principais sistemas estão a funcionar como previsto, incluindo os 18 detectores do instrumento principal e o coronagraph destinado a observar directamente exoplanetas. Com as próximas correcções de trajectória consumam menos combustível que o previsto, a NASA poderá ganhar ainda mais alguns anos de operação científica.
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