2016/02/11

Samsung Gear VR - a realidade virtual aqui tão perto

A realidade virtual é uma nova fronteira em que ninguém quer ficar para trás, e a Samsung é uma das empresas que se tenta manter nos lugares da frente com o seu Gear VR, concebido em parceria com a Oculus. O nosso Luis Costa já esteve a "brincar" com um e conta-nos o que achou.


Cada vez que surge um novo produto, os amantes da tecnologia rapidamente centram as suas atenções no mesmo, em busca de algo que represente uma evolução face ao que já existe no mercado. A realidade virtual é um dos filões ainda por explorar, sendo por isso natural que as marcas testem as suas ideias, na procura da solução ideal. Foi exactamente isso que a Samsung fez, ao associar-se à Oculus, para produzir o Gear VR.


O Samsung Gear VR


Ao contrário da Innovator Edition (foi a versão testada) com uma lista de equipamentos compatíveis extremamente limitada, a versão que actualmente está no mercado, embora continue a obrigar à utilização de um terminal Samsung, já permite a utilização de quatro smartphones: Galaxy S6,Galaxy S6 Edge, Galaxy S6 edge+ e Galaxy Note 5. (Que na verdade, para o nosso mercado, são apenas três smartphones, pois o Note 5 continua ausente de terras lusas.)


Para instalar o smartphone, basta retirar a tampa frontal, encaixar o lado com a ficha microUSB e posteriormente o lado oposto, trancando assim o equipamento. Devem certificar-se que tudo está devidamente instalado, pois com os movimentos da cabeça, não vão querer ver o smartphone a sair disparado.

Para segurar o Gear VR na cabeça têm duas fitas, uma que liga as laterais o equipamento e passa por detrás da cabeça, e uma outra que se liga num encaixe na parte superior, passa por cima da cabeça e aperta a meio da outra fita. Ficamos tal e qual um Cyborg.

O sistema de fixação é confortável, mas o peso do conjunto faz-se sentir ao fim de algum tempo.



Ao colocarem o Gear VR na vossa cabeça, um pequeno sensor detecta este facto e liga o smartphone. Na zona central, em cima, temos uma roda que ajusta a focagem. Se utilizam óculos, recomendo que os pousem quando forem utilizar o Gear VR. Para interagir com o software, temos um cursor táctil à direita e por cima deste um botão para voltar atrás.


Em funcionamento



Ao ligarem o sistema pela primeira vez vão ser informados que têm de instalar o software necessário para a interacção com o mesmo. Somos portanto convidados a proceder à remoção do smartphone, para depois instalar as aplicações em falta. É um processo algo moroso, pelo que se planeiam utilizar o Gear VR, tratem primeiro e com tempo, da instalação. O mesmo se passa numa nova utilização, actualizem primeiro as aplicações no smartphone e só depois passem à parte da diversão.

O sistema operativo do Gear VR, chamemos-lhe assim, foi pensado para tirar partido do ambiente de realidade virtual. À nossa frente apresenta-se uma área com as diferentes secções, onde podemos chamar as aplicações instaladas, procurar outras novas e instalar as mesmas. Pessoalmente, recomendo que façam a instalação sem o Gear VR instalado, pois estar com o equipamento na cabeça e não o utilizar, não faz sentido, isto a menos que deixem a instalação a correr e vão utilizar outra app. A oferta de software é nesta altura já bastante variada, com muito jogos e aplicações para todos os gostos, quer pagos, quer grátis. Há muitas versões demo, que permitem testar e só depois comprar, o que é extremamente positivo.

A qualidade da imagem é talvez a maior das desilusões. Temos um smartphone com um ecrã fantástico e uma resolução de sonho, mas quando utilizamos o Gear VR, os pixels estão ali todos à nossa frente. É como recuar vários anos no tempo. Sendo mauzinho, parece um ecrã dos tempos do VGA. Ultrapassado este choque inicial, há que começar a desfrutar do Gear VR. Com o tempo, rapidamente vamos esquecer a questão da resolução, pois a experiência de utilização vai sobrepor-se a tudo o resto.

É certo que a interacção ainda é bastante limitada, mas o prazer que o utilizador já consegue retirar dos jogos e aplicações é muito bom. Filmes, documentários, é uma outra realidade, uma experiência muito mais imersiva. Um dos títulos recomendados é o Land's End, dos autores do famosíssimo Monument Valley. Infelizmente, não tinha uma forma de vos conseguir mostrar aquilo que o Gear VR proporciona. A imagem em cima é o exemplo disso mesmo.




O vídeo que a Samsung disponibiliza na sua página do Youtube dá uma ideia aproximada do que se pode obter, mas falta a parte da sensação, e só isso são mais de 75% da experiência de utilização deste GearVR.

Sendo um fã de FPS, foi naturalmente com extrema satisfação que experimentei um título deste género. Embora o jogo se passe fase a fase, com o deslocamento a ser simulado (como se saltássemos de um ponto para outro), quando estamos verdadeiramente a jogar, é algo de outro mundo. Para disparar, aí a coisa já é interactiva, funcionado através da zona de navegação na lateral direita do equipamento. A rotação do ecrã acompanha o nosso movimento da cabeça.

Comecei a jogar sentado, e rapidamente dei por mim a levantar-me do sofá para poder olhar para trás, pois tinha alguém a atacar-me pela retaguarda. É portanto altamente recomendável que criem uma zona para se movimentarem livremente, pois facilmente vão estar a bater naquilo que vos rodeia.

Cabe-me informar que só depois de devolver o Gear VR é que tive conhecimento que era possível utilizar um gamepad em conjunto com o equipamento. Não é o meu tipo de comando favorito, mas acredito que a experiência de utilização suba uns pontos. Pessoalmente, acredito que um comando tipo Wii será muito mais eficiente.

Conclusão



A realidade virtual está ainda a dar os primeiros passos, mas a experiência que já transmite nesta altura é muito interessante. O facto de o Gear VR estar limitado a 4 equipamentos Samsung não facilita a democratização desta tecnologia. Os 99€ pedidos pelo Gear VR poderiam ajudar a convencer o utilizador, mas falta a tal parte de funcionar com outros smartphones que não um Samsung.

Caso os Galaxy topo de gama sejam o vosso equipamento de eleição, então a questão muda de figura e o Gear VR passa a ver um acessório indispensável. Diria mesmo obrigatório. Seria imperdoável não tirarem partido desta tecnologia.
A Samsung parece estar ciente das dificuldades que o país e os Portugueses atravessam e até ao próximo dia 21 de Fevereiro está a oferecer o Gear VR a quem comprar um Galaxy S6 Edge ou Galaxy 6 Edge+. Uma excelente iniciativa, sem dúvida. Se estavam a ponderar adquirir um destes dois smartphones, têm aqui uma excelente razão para o fazerem. Não se esqueçam é que o MWC está também aí à porta e prevêem-se novidades relativamente ao VR a acompanhar os novos Galaxy S7.


por: Luis Costa

1 comentário:

  1. Para mim o pior do Gear vr é o limitado campo de visão (porque estava acostumado ao campo de visão do DK2 que era bastante maior). E também é muito chato o problema do nevoeiro nas lentes que se forma logo no inicio (quando o vidro das lentes está muito frio) e que só consigo resolver com um secador de cabelo. Quando estou em casa uso sempre o secador durante uns segundos, sobre as lentes, para as aquecer e evitar o problema. Embora o dispositivo seja bastante leve, ainda assim acho-o bastante desconfortável e fico sempre com a cara toda marcada. Mas isso depende do nível de gordura de cada cara e a minha é magra e com pouca gordura para servir de almofada. Pessoalmente preferia a versão anterior embora seja mais pesada era menos desconfortável para mim. E na versão anterior a imagem também era mais fácil de focar. Por mais estranho que possa parecer eu acho que a nova versão é pior que a versão anterior. Inclusive o problema do nevoeiro nas lentes era muito menos grave na outra versão. No fundo a única vantagem é na questão do peso e do preço (a outra custava $199 e esta custa $99). Mas o preço mais baixo foi á custa de uma redução na qualidade do produto.

    A versão anterior tinha ventilador (para combater o problema do nevoeiro nas lentes) e a actual não.

    A versão anterior tinha uma alça que assentava sobre a cabeça e esta não.

    O botão para focar a imagem ia um pouco mais além na versão anterior e agora fica um pouco aquém (no meu caso e para quem vê melhor ao longe).

    Ou seja, a redução no preço deve-se a uma redução significativa na qualidade do produto. E até já me arrependi de a ter dado a versão anterior antes de me ter apercebido disto!

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