2016/04/22

Jovens com menos de 16 anos precisarão de autorização dos pais para usar redes sociais


A Comissão Europeia parece empenhada em promover todo o tipo de burocracias inconsequentes na internet, e depois de ter treinado milhões de pessoas a clicar no ok de todos os popups que apareçam nos sites à custa dos cookies, vai treinar milhões de jovens e adolescentes a mentirem (ainda mais) quanto à sua idade.

A partir de 2018, a UE vai exigir que as redes sociais só permitam o registo de jovens com menos de 16 anos com a autorização dos pais. Ora, se por um lado é fácil perceber a intenção de tal requisito; por outro lado será ainda mais fácil perceber que será algo impossível de fazer e controlar.

Actualmente as redes sociais já especificam as idades mínimas para que um utilizador se registe, mas - tal como acontece em todos os sites "para adultos" - a verificação de idade limita-se a algo como marcar uma checkbox a dizer que se tem a idade regulamentar, ou pedindo uma data de nascimento que prontamente é preenchida com dados falsos para superar a validação. Mais uma vez, a UE não explica como pretende que este controlo seja feito, dizendo apenas que as redes sociais deverão implementar "medidas razoáveis" para garantir que os jovens tenham a autorização dos pais.

Com a ameaça de multas sobre 4% das suas receitas, não deixa de ficar a sensação de que o objectivo é ter apenas mais uma fonte de receita para ir buscar alguns milhões às empresas tecnológicas sempre que for necessário amealhar mais alguns euros.

3 comentários:

  1. Tenho mais de 18 anos e digo... "vão longe", ou não. (Penso não ser preciso explicar o comentário pois já o foi no artigo:

    "vai treinar milhões de jovens e adolescentes a mentirem (ainda mais) quanto à sua idade"

    "será algo impossível de fazer e controlar"

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  2. Era facílimo, bastava que todos os governos disponibilizassem uma plataforma online onde as pessoas com o seu cartão de identificação com chave digital se autenticassem e depois se autenticassem perante as ditas redes sociais com o serviço do estado que confirmasse a idade do utilizador.

    Por tanto a parte técnica está resolvida.
    Problemas: Em Inglaterra não é obrigatório ter documento de identificação, não sei como fariam aí... mas provavelmente passaria por ter alguma parceria com algum banco, correios locais ou outra coisa parecida que garantisse que tal pessoa tinha mesmo a idade mínima requerida.

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  3. Continuo a achar que o controlo de acesso à internet por parte de menores terá que ser feito pelos próprios pais limitando o acesso aos mesmos fisicamente ou seja não deixar aceder determinados websites quer através de filtros ou bloqueios dos próprios equipamentos ou isp.

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