2016/05/06

Lyft já vai testar frota de táxis sem condutor no próximo ano


Enquanto por cá os taxistas vão tentando parar o imparável, reclamando da Uber e da Cabify, no outro lado do Atlântico já se vai aproximando o passo seguinte: a de remover os condutores e deixando os carros autónomos a fazerem o trabalho.

A Lyft é a grande rival da Uber nos EUA, e não está disposta a ficar para trás na corrida aos carros autónomos - que se poderá dizer que sempre foram a meta final destes serviços. Para isso, fez uma parceria com a GM, e diz que no próximo ano já começará a testar uma frota de automóveis sem condutor capazes de ir buscar a pessoa onde ela estiver e levá-la ao destino pretendido. É um serviço em tudo idêntico ao que actualmente se tem ao usar a sua app, com a "pequena diferença" de que não existirá ninguém no lugar do condutor.

Embora não se possa ignorar o impacto que estas evoluções terão ao nível de fazer desaparecer empregos, há também que colocar a questão se realmente faz sentido ter pessoas a fazer trabalhos "estúpidos" que poderiam ser feitos por máquinas de forma automática. Hoje em dia ninguém reclamará da existência de robots que são capazes de fazer trabalhos repetitivos que seriam desesperadamente monótonos para um trabalhador humano (e potencialmente causadores de problemas de saúde), e penso que um emprego que envolva estar sentado ao volante de um carro o dia todo, a andar para trás e para a frente, também se enquadra no tipo de emprego que daqui por umas décadas ninguém sentirá saudades (não invalidando que continuará a haver sempre necessidade de condutores humanos para muitas situações específicas - e sem esquecer que esta transição será gradual; os táxis não vão desaparecer de um ano para o outro..)

Mal posso esperar para sentir na pele qual será a sensação de pedir um carro para me levar até um qualquer destino... e ao entrar nele ver que não está ninguém ao volante! (Para os taxistas, será também um choque... pois deixarão de ter quem insultar ou agredir! :P

5 comentários:

  1. É mais fácil ver estas coisas com ligeireza até o dia em que nos dispensarem do nosso emprego porque passou a ser feito por maquinas e nos tornámos obsoletas! Eu também adoro a modernidade e também prefiro um táxi sem condutor, mas não consigo deixar de pensar no que nos irá acontecer quando as máquinas nos substituírem (quase) totalmente! E é preciso ter em em conta que isto já começou a acontecer há muito tempo e por isso mesmo (embora não só, obviamente) é que há cada vez menos empregos disponíveis (para humanos)!

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    1. O mundo transforma-se e evolui, e é o que tem acontecido há milhares de anos.
      O meu avô chegou a ter uma carvoaria e vender carvão, e depois teve que se desenrascar... (e não meteu acções em tribunal para tentar impedir que as pessoas usassem electricidade, gás, ou o que fosse. :)

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    3. Pelo andar da carruagem iremos acabar vivendo em um mundo onde as máquinas farão (quase) tudo e a maioria das pessoas (na melhor das hipóteses) irão sobreviver com subsídios (provavelmente miseráveis), enquanto os donos das multinacionais e os poucos que tiverem a sorte de ter um emprego, irão viver fechados em enormes e condomínios de luxo!

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    4. Há que ter em conta que para as multinacionais poderem ter os lucros que têm, há que ter uma sociedade que lhes possa pagar e sustentar. Nenhuma multinacional pode ficar rica à custa de uma sociedade que não pode pagar nada; e nem mesmo "negócios obscuros" com os países funcionarão serão sustentáveis se a economia de um país não for saudável.

      ... Mas que isso obriga a repensar que tipo de sociedade se deseja e que irão haver grandes mudanças, isso é certo. Temos é que lutar para que sejam mudanças para melhor e não para pior. :)

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