2016/09/15

Nova Iorque vai desactivar browsers nos kiosks públicos


A ideia de disponibilizar pontos de acesso gratuitos à internet espalhados pela cidade é uma boa ideia, mas que está a ter efeitos secundários indesejados em Nova Iorque, ao ponto da cidade ser forçada a remover os browsers nos seus kiosks públicos.

Substituir as velhas cabines telefónicas por kiosks multimédia com WiFi gratuito, portas USB para recarregar smartphones e tablets, e com browsers para se aceder à internet é algo com que poucos não concordariam. Só que, infelizmente, a realidade nem sempre acompanha a utopia das ideias e intenções, e em Nova Iorque estes kiosks públicos acabaram por se transformar em verdadeiros "postos privados" em que alguns indivíduos se apoderam deles e lá permanecem de forma contínua... por vezes até acedendo a conteúdos pornográficos sem qualquer consideração por quem estiver por perto.

A solução, por agora, passa por desactivar o browser de forma a tornar os postos menos "interessantes"; mas também não me parece difícil que essas mesmas pessoas possam arranjar um tablet ou smartphone low-cost, e continuarem a manter-se lá encostados, com o cabo de carregamento a tempo inteiro, usando o WiFi e a electricidade gratutia... o que levará a quê: que de seguida se deixe de disponibilizar electricidade e o próprio acesso à internet?

De qualquer forma não deixará de ser mais um caso em que algo que parecia desejado se pode tornar no oposto do que se pretendia - bastando perguntar a qualquer comerciante que tenha um estabelecimento perto de um destes kiosks, e que vê transformada a expectativa de ver atraída nova clientela que o fosse utilizar, num autêntico "afugentador" de clientes por lá estar um indivíduo de aspecto duvidoso ver pornografia durante todo o dia.

7 comentários:

  1. Francamente, bastava meter um aviso com limite de tempo máximo de uso para cada pessoa (uns 5 minutos) e quem quisesse usar a seguir podia exigir a sua vez!

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    1. Não resolveria... quem lá estivesse a "açambarcar" o kiosk limitar-se-ia a usar os períodos consecutivos uns atrás dos outros.

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    2. Mas como disse as pessoas podiam exigir a sua vez. E se o fulano não saísse podia-se chamar a policia. E é claro que também teriam que proibir o uso de assentos. Ainda me lembro quando se usava cabines telefónicas e se alguém se demorasse mais tempo que o normal quem estava á espera começava logo a olhar-nos de lado e a protestar. Ás vezes mal começávamos a falar já estava alguém a reclamar!

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    3. Sim, mas tudo isso também já poderiam fazê-lo agora... e não me parece que a polícia estivesse com grande disposição para passar os seus dias a "tomar contar" das centenas de kiosks espalhados pela cidade.

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    4. De qualquer forma acho que é sempre possível encontrar soluções e eles optaram logo pela forma mais fácil e isso é um péssimo procedimento. E o que prendia ser um bom exemplo para tornar o acesso á internet mais livre e inspirar outras cidades a fazerem o mesmo, irá ter um efeito contrário... e quem fica a perder são as pessoas e quem ganha, como sempre, são as operadoras!

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Já para não falar que esses "indivíduos" que monopolizam os postes devem ser "sem abrigo" e essa deve a única forma dessas pessoas excluídas da sociedade conseguirem manter algum contato com o mundo que as exclui!

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