2017/06/29

iPhone faz 10 anos


Foi há precisamente 10 anos que o iPhone chegou às lojas, dando o primeiro passo para uma transformação mundial que ninguém poderia imaginar.

Hoje em dia será praticamente impossível imaginar um mundo onde não se possa tirar uma foto do prato da sobremesa para partilhar no Instagram ou Facebook, ou usar o Waze enquanto se conduz, ou aproveitar uns minutos numa fila de supermercado para ver o Twitter ou ler os emails. E embora isso não se tenha tornado possível exclusivamente graças ao iPhone, teve garantidamente um grande peso em acelerar esse processo.

A apresentação e lançamento do iPhone foi completamente subestimada (e até ridicularizada) por gigantes como a Microsoft e a Nokia, que na altura iam promovendo as suas próprias visões de dispositivos móveis e smartphones, e achavam que a entrada da Apple no sector com um "telefone" de $500 seria um desastre. Aquele primeiro iPhone estava longe daquilo a que hoje associamos esse nome. Para além do hardware: CPU a 412MHz, 128MB de RAM, ecrã de 320x480 pixeis; também o próprio sistema era incrivelmente limitado, dando apenas acesso às funcionalidades que vinham com ele - nada de App Store ou possibilidade de adicionar novas apps. Por outro lado, as próprias limitações técnicas da altura, como a velocidade GPRS/EDGE, faziam com que navegar na net em modo "mobile" fosse desesperante.

O mais importante deste primeiro iPhone foi "vender" uma ideia de um computador de bolso pensado para ser usado com os dedos em vez dos -na altura habituais- stylus. De ano para ano o iPhone foi ficando cada vez melhor; e o seu sucesso explosivo acabou por ser factor essencial para promover e dar rumo a sistemas concorrentes, como o próprio Android (bastará olhar para os primeiros Android, ainda pensados para serem usados com trackballs ou teclas de cursor, no seguimento do que vinha do passado).

Uma década mais tarde, os dispositivos mobile dominam o mundo, colocando um computador no bolso de pessoas por todo o mundo e no processo fazendo com que estejam ligadas a todas as restantes pessoas.

É certo que por vezes podermos ficar um pouco desapontados por, actualmente, nenhum fabricante nos trazer nenhuma novidade revolucionária, limitando-se a melhorar o produto do ano anterior (excepto nas baterias, que essas parecem continuar paradas no tempo! ;P) Mas bem vistas as coisas, essa evolução tem sido bastante positiva... e bastará por um smartphone actual ao lado de outro com 3 ou 4 anos, para ver que afinal "há diferenças".

Venham de lá mais 10 anos... para vermos se os smartphones ainda dominam o mundo, ou se entretanto chega um qualquer novo produto que volte a mudar o mundo da mesma forma que o iPhone o fez.

1 comentário:

  1. Recordo-me bem desse momento. Já na altura eram bastante sobrevalorizados, graças à máquina de marketing muito bem montada.

    Tinha um SE G900 com UIQ3 qd ele apareceu. Recordo-me que não conseguia rivalizar em alguns pormenores (qualidade das fotos, tomtom como aplicativo gps, autonomia, walkman, etc)...

    Dito aí na peça e bem, a bateria parece não evoluir. Com o Xperia consigo passar o dia usando-o como boarding pass nos aviões, series durante as viagens, consulta de emails, navegar na web, chamadas (num dia como o deste a bateria no iphone só duraria uma manhã).

    Venham mais dez anos e viva a concorrência.

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