2017/08/13

Como funciona o obturador mecânico de uma DSLR


Quem comprar uma moderna DSLR poderá não saber que no seu interior se encontra uma peça mecânica que se tem mantido praticamente inalterada ao longo das últimas décadas: o obturador.

As DSLR podem usar sensores digitais, mas infelizmente (ou felizmente, dependendo da perspectiva) muitas delas ainda continuam a recorrer a um obturador mecânico para controlar a exposição - ou a quantidade de luz - que chega ao sensor de imagem.

O obturador, cujas origens remontam à simples "tampa" sobre as lentes usadas nas primeiras câmaras fotográficas, cujo fotógrafo removia por um determinado período de tempo antes de as voltar a tapar, evoluíram até chegarem a este tipo de obturadores com dupla cortina, que são os mais comuns actualmente. Basicamente, temos uma cortina que "destapa o sensor", seguida de outra cortina que o volta a cobrir.

Se se estão a interrogar quanto ao uso de duas cortinas em vez de apenas uma, a resposta tem a ver com os tempos de exposição mais curtos, em que a cortina não teria velocidade suficiente para destapar e tapar o sensor. Assim, com duas, a segunda cortina pode começar a tapar o sensor logo após a primeira o começar a destapar - na prática criando uma pequena abertura que varre o sensor, deixando apenas passar a quantidade de luz pretendida (mas que também pode causar distorções semelhantes ao rolling shutter digital no caso de se fotografarem elementos a alta velocidade).

O seguinte vídeo poderá ajudar a perceber todo o sistema... e não se esqueçam que também já vimos a violência a que este componente está sujeito, quando visto a 10000 fps (motivo pelo qual é importante saber quantas fotos já foram tiradas, quando se considera a compra de uma DSLR usada.)


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