2013/06/11

Sony Revela PS4 a 399€ (com jogos Usados e sem Internet)


Depois de nos apresentar a PS4 sem nos mostrar a PS4, a Sony revelou finalmente o aspecto da sua nova consola e que, para o melhor e para o pior, parece combinar um design inspirado na PS2 com... a da nova Xbox One (com partes brilhantes e mates).


Desta vez, a Sony também reservou parte do tempo para falar da parte "entretenimento" (os muitos filmes disponíveis sob a alçada dos estúdios Sony) antes de nos permitir espreitar aquilo que realmente se queria ver - embora já tivesse mostrado alguns jogos bem apelativos e impressionantes na apresentação inicial. Vimos alguns jogos para a PS3 que serão bem vindos (GT6, Robocod: James Pond 2), mas o que se estava à espera era mesmo de ver mais um pouco daquilo que a PS4 é capaz... e o que foi apresentado continua a ser impressionante.


The Order 1884,  Killzone Shadow Fall, Drive Club, Infamous Second Son, Kack... tudo jogos com grande impacto visual e que servirão para atiçar as batalhas PS4 vs Xbox One quanto à sua potência gráfica. E como se esses jogos não bastassem, a Sony não deixou de usar o The Dark Sorcerer da Quantic Dreams, para demonstrar o que a PS4 é capaz de fazer em tempo real (e que nos faz pensar: se a PS4 vai fazer isto por altura do lançamento... o que mais conseguirá fazer na segunda e terceira geração de jogos que melhor aproveitarão os seus recursos?)



A Sony reforçou também o seu "apreço" pelos developers independentes, mostrando vários jogos "indie" com formatos que variavam dos menos convencionais aos jogos estilo retro-clássicos. Uma forma de mostrar que não haverá falta de diversidade na plataforma PlayStation.



Mas claro que não faltam títulos sonantes e bem conhecidos dos jogadores da PlayStation, como um novo e visualmente impressionantes Final Fantasy 15 (Final Fantasy Versus 13) e um novo Kingdom Hearts 3.

Vimos também o Assassin's Creed 4 a ser jogado em tempo real - que teve alguns "freezes" temporários lá pelo meio e obrigou a demo a acabar antes do tempo e que esperamos não ver na versão final. Já a demo de Watch Dogs correu bem melhor, sempre acompanhada por gráficos espectaculares (a PS4 terá uma hora adicional de jogo relativamente às outras versões). Um detalhe interessante, a meio do nível o jogador pediu a assistência a um jogador "mobile", que jogando num tablet pode interferir com os "inimigos" para ajudar o protagonista a escapar. Também tivemos direito a ver um curto trailer (e confirmação) de um jogo do Mad Max com muito bom aspecto.


Da Bungee pudemos ver finalmente alguns minutos de gameplay do novo Destiny... e quero, um FPS num mundo imenso e com um ambiente bastante bem conseguido, e onde aparentemente se podem criar eventos públicos a que a nossa equipa se pode juntar a qualquer momento.


O final aproximava-se, e a Sony não podia deixar de apresentar uns trunfos finais em resposta aos requisitos da Xbox One:


A PS4 vai permitir que os jogadores continuem a revender, emprestar, ou trocar jogos (nas versões em disco), e que não vão necessitar de activações na internet nem tão pouco de ligações a cada 24h (clara alusão à Xbox One - como se não fosse já evidente a quem se destinava esta "boca"). A Sony PS4 ganha assim um gigantesco trunfo para todos os que se quiserem divertir sem constrangimentos de ficar impedido de jogar caso fique sem internet por alguns dias.


E por último.. aquilo que todos aguardavam: o preço. E também aqui a Sony apresenta grande trunfo face à Xbox One. Com um preço de 399€ a PS4 é 100€ mais barata que a nova consola da Microsoft - um trunfo que aliado aos referidos no parágrafo anterior, facilitará em muito a decisão para todos os que tiverem indecisos (e mesmo para alguns que pensassem já ter a decisão feita!)

Vamos ver se a MS vai reconhecer a ameaça e reajustar preço e/ou condições dos jogos usados e internet... ou se se vai manter fiel à sua decisão e arriscar que os jogadores estejam dispostos a pagar mais por uma consola mais restritiva.


A Sony parece ter escolhido a melhor táctica para esta nova geração: apresentações mais focadas nos jogos, developers e jogadores, hardware mais potente, a perspectiva de no futuro se poder jogar jogos "antigos" via Gaikai, mais "respeito" pelos jogadores nos jogos usados e na ausência da internet obrigatória (embora para jogos multiplayer pareça seguir a MS, com a obrigatoriedade do serviço Plus pago à semelhança do Live Gold na Xbox), jogos de luxo (tanto exclusivos como os outros) e para rematar: um preço substancialmente mais baixo que a sua concorrente da Microsoft.


E agora... nada como espreitar alguns dos jogos que poderemos jogar na PS4:













E se quiserem ver a apresentação completa... aqui está:

8 comentários:

  1. Só espero que na terra lusitana os jogos não cheguem a preços absurdos!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sempre temos a Amazon e congéneres. Na altura do lançamento de Skyrim, comprei-o por €32 na Amazon, enquanto na GameReplay estava por €42 e na Fnac por quase €70!

      Eliminar
  2. Kingdom Hearts 3, a única razão para voltar a comprar uma consola =D

    ResponderEliminar
  3. De facto a Sony esteve muito bem... Os gráficos estão fantásticos, realmente fico a pensar no que poderá vir mais para a frente, quando os programadores conhecerem melhor a arquitetura da consola. Olhando para a PS2 e para "the last of us" é de esperar algo verdadeiramente impressionante...

    ResponderEliminar
  4. Creio que a MS terá que voltar a trás na sua estratégia, pois até o mais acérrimo "boxista" há de concordar que os pressupostos das duas consolas são bem distintos: a PS4 é uma consola que também funciona como centro multimédia; já a Xbox One é um centro multimédia que também funciona como consola. A prova disso é que se não fizermos uma conexão diária à Internet não podemos jogar, mas podemos utilizar o media center.

    ResponderEliminar
  5. Como eu previa: a PS4 rebentou a xBox One

    ResponderEliminar
  6. Conforme já disse num post anterior... A única hipótese viável que vejo para a Xbox One nestes termos é ter os jogos a preços muito mais competitivos. Afinal de contas, suportes físicos, distribuição e stock são tudo custos que deixam de fazer parte da equação.

    Para mim verdadeira questão é se essa "revolução" vai realmente avançar e vamos começar a ter um mercado de jogos ao estilo das appstores nos smartphones... Ou se é simplesmente um "rip-off" como acontece com ebooks e musicstores.

    Pessoalmente, vai ser isso a determinar a minha compra ou não da Xbox One. E isto, dito por alguém que só teve Xbox's, 0 PS's!

    ResponderEliminar

[pub]