2018/09/06

3 em cada 5 Portugueses não usam código nos smartphones


Um inquérito realizado pela Kaspersky Labs revela que mais de metade dos portugueses não utilizam qualquer forma de protecção para manterem os seus smartphones bloqueados em caso de roubo.

Os smartphones fazem parte da vida digital de milhões de portugueses, sendo um ponto privilegiado de acesso a todos os seus serviços: email, redes sociais, contas na cloud, lojas online, e até serviços bancários. São também um importante factor de validação, para todos os casos que usam o número de telefone para esse efeito (embora se saiba que já não se deveria fazê-lo).

É por isso assustador constatar que, segundo os resultados obtidos pela Kaspersky no nosso país, 58% dos utilizadores não usam qualquer método de segurança para bloquear os seus smartphones - embora possa confessar que eu próprio conheço várias pessoas que não o fazem, nem mesmo tendo à disposição a conveniência de o poderem fazer através da impressão digital, que não representaria "trabalho nenhum".

A Kaspersky revela também que apenas 21% recorre a sistemas anti-roubo nos seus smartphones, embora suspeite que isto seja referente apenas a soluções "extra"; já que tanto o iOS como o Android disponibilizam de origem a possibilidade de localizar e bloquear remotamente um dispositivo, sem necessidade de serviços extra.

Quanto a outros dados obtidos por este estudo: 68% dos portugueses inquiridos admite aceder regularmente à internet no seu smartphone; 35% utiliza frequentemente um tablet; 24% utiliza os seus smartphones para actividades bancárias online; 60% acede ao seu email pessoal e 58% visitam as suas redes sociais. É também referido que menos de metade (39%) faz cópias de segurança dos dados nos seus smartphones (novamente, não sei até que ponto estarão a ser consideradas as soluções integradas "na cloud") e que apenas 14% recorre à encriptação de pastas e ficheiros para prevenir contra acessos não autorizados (uma vez mais, suspeito que se refiram a apps extra, pois tanto o iOS como o Android há muito que aplicam encriptação dos dados, de origem).

... Bem, bastaria protegerem convenientemente o acesso ao dispositivo, nem que seja com um simples código PIN, que já minimizavam imensamente os riscos...

3 comentários:

  1. Qual é a surpresa?
    A maior parte das pessoas usa o smartphone como um telemóvel (para telefonar e enviar SMS) e mais guardar fotografias e músicas.
    58% não usa bloqueio? A maior parte hão-de ser desses que acha que não tem nada no smartphone que justifique andar sempre a desbloquear. Provavelmente até nem tem.

    Se a pergunta fosse: "Acede ao correio electrónico, a contas bancárias, guarda passwords e outros dados sensíveis no smartphone - e não tem código de bloqueio?". Se a percentagem fosse 58% era muitíssimo mais preocupante.

    P.S. Para passwords e outros dados sensíveis é necessário uma proteção adicional e não ficar apenas pela proteção do ecrã bloqueado.

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  2. Eu gostava de ver essa estatística por idades. A geração dos meus pais quer lá saber de bloqueios, enquanto que da minha idade e mais novos não conheço ninguém que não tenha.

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  3. Outra % que me interessava saber: da % de pessoas que não usa bloqueio nenhum, qual é a % de pessoas que "perdeu" o smartphone nos últimos 5 anos? Aposto que é minúscula. Resumindo, isto é a questão dos seguros. Se nos acontecer algo e temos seguro ficamos todos satisfeitos, mas se a probabilidade de um acontecimento é 1%, prefiro colocar o meu dinheiro na probabilidade de 99% e não ter seguro.
    Aquele passo extra de desbloquear pode parecer simples, mas é algo que temos que fazer dezenas de vezes por dia e se não fosse preciso era bem melhor. Se a probabilidade de "perda" do aparelho é bem baixa então porque não?

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