2018/11/29

Cartazes do mundo real estão a seguir utilizadores


Se no mundo online nos vamos preocupando com os abusos cometidos por empresas como o Facebook, fará também sentido alertar que esta "perseguição" dos utilizadores é feita também no mundo real... até mesmo pelos aparentemente inócuos cartazes no exterior.

Em filmes como Minority Report, víamos retratado um futuro onde painéis publicitários identificavam cada pessoa individualmente para lhes apresentar publicidade personalizada. O que será mais assustador é que já estamos a caminhar nesse sentido. Existem milhões de apps que têm a capacidade para detectar quando estão próximos de cartazes publicitários, de modo a que as empresas de tracking possam recolher informação sobre o grau de exposição e efeito de cada campanha publicitária.

Mais assustador é que, mesmo que os utilizadores tenham particular cuidado para não instalarem apps que façam isto (e isso, por si só, já seria uma tarefa complicada, pois não se sabe quais é que o poderão fazer), não nos podemos livrar da possibilidade de isso estar a ser feito através de alguma parceria com o próprio operador de telecomunicações, que também terá informação sobre por onde e quando os seus clientes andam, incluindo a sua proximidade dos painéis publicitários.


E isto não é algo que aconteça apenas no exterior. Já o ano passado falamos do tracking que é feito sempre que se entra num centro comercial; e nem vamos falar das muitas possibilidades que há para que isso possa ser feito também na rua, para detectar a passagem de pessoas à porta de uma loja.


Se calhar, depois de assentar toda a poeira que tem estado a ser levantada a propósito dos abusos cometidos pelo Facebook, talvez seja boa ideia começar a olhar para todas as demais áreas onde se poderão estar a fazer coisas idênticas, ou até piores.

2 comentários:

  1. isto é mais sério do que as "pessoas" pensam. Violação da privacidade, é bem prior do que violação de direitos de autor... e vê-se logo nas prioridades dos lobbies...

    ResponderEliminar
  2. Não percebo o assustador disto. É algo excelente.

    ResponderEliminar

[pub]