2018/12/18

Próxima Xbox tem nome de código Anaconda e chega em 2020


Com a sua Xbox One X no posto de consola mais potente do mercado, e apostando no serviços Game Pass como sendo o Netflix dos jogos, a MS já vai trabalhando no que se seguirá, esperando-se boas notícias para 2019 e 2020.

Se neste Natal a melhor prenda que um fã de jogos pode esperar é uma consola Xbox One X "Scorpio", para o Natal de 2020 todos estarão a desejar a próxima geração que tem nome de código "Anaconda". Esta próxima Xbox (XX?) dará novo salto no hardware, com o objectivo de continuar à frente da corrida na categoria das consolas de jogos. Para além das melhorias a nível de CPU, GPU e memória, espera-se que esta nova consola passe também a utilizar um SSD para acelerar significativamente o tempo de carregamento dos jogos - que actualmente é um dos pontos mais criticados, com muitos jogos a demorarem mais de um minuto a carregar até que possam ser jogados.

Prevendo-se que esta "Anaconda" vá ter um preço elevado, a MS lançará também uma variante mais económica, com nome de código Lockhart, que funcionará como sucessora da actual Xbox One S e que terá capacidades idênticas à da Xbox One X actual. Ambas contarão com compatibilidade total com os jogos da geração actual, e a MS está a fazer também forte aposta no sentido de facilitar a vida aos developers para que os seus jogos funcionem quer nas Xbox como em Windows 10 sem trabalho adicional.

Outro ponto positivo: a MS está a considerar fazer regressar o programa de conversão de jogos em disco físico para versões digitais, que permitiria ao jogadores dispensar a necessidade de manter o disco no drive. Um plano que estava inicialmente previsto para acompanhar a Xbox One desde o início, mas que depois acabou por ser cancelado devido às críticas de obrigar a manter uma ligação à internet permanentemente.


No entanto, não será preciso esperar até 2020 para ter novidades Xbox. Espera-se que já no início de 2019 a MS revele uma nova variante da Xbox One S sem drive óptica (e daí o referido programa de conversão de jogos em disco para digitais), e cuja receptividade por parte dos consumidores irá ajudar a definir se a próxima geração das Xbox de 2020 virá equipada com drives ópticos ou não.

Uma coisa é certa, para os jogos não vejo qualquer interesse nos discos físicos, já que invariavelmente os jogos continuam a obrigar a fazer uma instalação de dezenas de gigabytes para o disco, e que logo é seguida de uma actualização com mais outros tantos gigabytes. No entanto, na perspectiva de leitor de discos Bluray UHD 4K... dá sempre jeito (embora devesse ser mais silenciosa nesta função).

6 comentários:

  1. "Uma coisa é certa, para os jogos não vejo qualquer interesse nos discos físicos, já que invariavelmente os jogos continuam a obrigar a fazer uma instalação de dezenas de gigabytes para o disco..."

    Bem, a meu ver, os jogos físicos ainda fazem muito sentido em vários cenários:
    - Coleccionismo
    - Independência da cloud (sim, porque podemos jogar sem rede com os discos que são fornecidos). Até que ponto não vamos deixar de ter acesso a esses jogos daqui a 10 anos?
    - Revenda: o jogo não fica preso a uma conta, podendo rentabilizar ou até oferecer o jogo facilmente.

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    1. Sim, são pontos válidos... mas que infelizmente têm sido subvertidos.
      Se tens um jogo físico que depois exige que seja activado via net (através de um serviço que seguramente não existirá daqui por 20 anos), todas as supostas vantagens que estariam associadas caem por terra.

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  2. Outra coisa que, desde a geração passada está a acontece, com a excepção dos jogos para a Nintendo, é o facto de cada vez mais, os manuais estarem mais pequenos e incompletos. Onde estão aqueles livrinhos que havia antigamente, que eram "obras de arte"?

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    1. Outros tempos! :)
      Agora impingem edições "de luxo" para se ter esses extras... e muitas vezes enganando os fãs: http://thisisyouramigaspeaking.com/2018/12/bethesda-volta-meter-agua-tentar.html

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    2. Daniel, as empresas de tecnologia cada vez ganham mais dinheiro porque poupam imenso: na distribuição (não tem imprimir, sem caixas ou discos) e não te deixam revender;

      por outro lado um disco físico tem que acabar: são muito lentos. As memórias eMMC baratos conseguem armazenar o jogo e são 10x mais rápidas que um blu-ray. Consegues MicroSD de 64 GB por 3€ (fabrico), se fosse para um jogo as empresas de jogos conseguem mega barato.

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