2019/07/31

iPhones abaixo dos 50% das receitas da Apple


Pela primeira vez desde 2012, as vendas dos iPhones representaram menos de 50% das receitas da Apple, sinalizando as dificuldades do mercado e a sua transição para uma nova era.

O fenómeno "iPhone" não tem paralelo, tendo começado com um produto que muitos ridicularizaram por ser caro e "não ter teclas"; mas cujo impacto foi aquele que se viu. Não demorou para que o iPhone se tornasse no produto principal da Apple, chegando a representar 70%(!) da sua facturação ao longo dos últimos anos. Mas essa era parece ter chegado ao fim.

No último trimestre, as receitas dos iPhones ficaram, pela primeira vez desde 2012, abaixo dos 50% do total facturado pela Apple.


Se por um lado isso pode ser esperado - o lançamento dos novos iPhones aproxima-se, entrando-se no período mais desaconselhado para comprar os modelos actuais - por outro lado é também revelador do mercado em mudança; onde as pessoas deixaram de trocar de smartphone a cada ano, e optam por mantê-los durante dois, três ou mais anos. Algo também potenciado pelo preço cada vez mais exorbitante dos topo de gama.

Ainda assim, a Apple parece estar a safar-se bem no seu processo de desprendimento dos iPhones. As suas receitas em serviços duplicaram nos últimos anos, e a sua aposta nos wearables e acessórios também tem mantido um crescimento bastante saudável nos últimos anos.

Fica agora a curiosidade em saber como os iPhones deste ano irão afectar - ou não - este panorama, já que tudo parece indicar que se irá tratar apenas de uma geração com melhorias pouco significativas (de câmara dupla para tripla) que poderão fazer com que a maioria dos fãs opte por aguardar mais um ano pelos modelos 5G esperados para 2020.

1 comentário:

  1. A falta de inovação é o factor principal para este cenário, mas os preços muito altos também ajudam ao cenário, resta perceber se os iPhones continuarem nesta ordem decrescente como é que todo o ecossistema vai ficar afectado, potenciando possível estagnação ou mesmo decréscimo em áreas como os serviços ou wereables.

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