2019/11/05

Xiaomi Mi CC9 Pro no topo do DxOMark

O investimento feito pela Xiaomi nas (cinco!) câmaras do novo Mi CC9 Pro / Mi Note 10 parece ter resultado, com o smartphone a ascender à primeira posição da tabela DxOMark, igualando os 121 pontos do Huawei Mate 30 Pro.

A Xiaomi já revelou oficialmente o seu CC9 Pro / Mi Note 10, um smartphone com ecrã AMOLED de 6.47", CPU Snapdragon 730G, 6/8GB de RAM, 128/256GB, bateria de 5260mAh, câmara frontal de 32MP, e penta-câmara traseira com câmara de 108MP (resultando em fotos de 27MP quando se combinam quatro pixeis), 20MP ultra-wide, 12MP teleobjectiva 2X, 8MP teleobjectiva 3X, e ainda uma câmara de 2MP macro.

Com todas estas câmaras, a Xiaomi recorre a um sistema algo complexo para obter aquilo que diz ser o seu zoom "5X". É que na verdade, essa câmara tem uma objectiva 3X, com o resto do zoom a ser obtido pelo tamanho do sensor (é um sensor de 8MP, do qual se aproveitam 5MP para criar o efeito zoom). Com isto, são usados vários metodos: para zoom de 1.1x a 1.9x, o smartphone usa a câmara principal; de 2x a 3.7x recorre ao sensor de 12MP; e de 3.8x a 50x, usa a câmara de 8MP com objectiva 3x - sendo que até 5x usa a imagem do sensor, até 10x usa combinação de frames, e acima disso é zoom digital.

A única coisa que é mais estranha é que em vez de deixar que a imagem da câmara com maior zoom se mantivesse "original" com os 5MP, a Xiaomi opta por fazer a sua interpolação para os 8MP. Seja como for, estes truques permitiram ao Xiaomi CC9 saltar para o topo da tabela do DxOMark e igualar o Mate 30 Pro da Huawei.

Na China os preços são de €360 para o Mi CC9 Pro (6GB+128GB), €398 para o de 8GB+128GB, e de €450 para a edição "Premium" com 8GB+256GB e objectiva melhorada f/1.7 8P.


3 comentários:

  1. E agora a pergunta fatal, para quê dar 1500 EUR por um smartphone, este CPU até acaba por ser muito capaz, embora não seja um topo de gama desempenha muito bem quase todas as funções, a Xiaomi veio baralhar completamente as regras do jogo.

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    1. Nos smartphones estamos a assistir exactamente ao panorama que se tem nos PCs (mas que demorou mais uma décadas a atingir) - em que existem inúmeros factores a ter em conta. Por exemplo, em vez de ter um CPU de 1000€, ficamos melhor servidos com um CPU de 300€, mais um GPU de 500€, e um SSD de 200€.

      Nos smartphones, este modelo vem demonstrar que é possível ter um sistema (até exagerado) de câmaras que o coloca no topo do que existe, com um desempenho que seguramente será "mais que suficiente", e tudo por um preço que fica ao alcance de grande parte das pessoas.

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