2020/09/02

Estudo comprova emissões reduzidas dos automóveis eléctricos


Um estudo da Eindhoven University of Technology aponta os erros de estudos anteriores e mostra como os automóveis eléctricos resultam em muito menos emissões poluentes ao longo da vida do veículo dos que os veículos a combustão.

O lobby do petróleo tem promovido estudos que chegam ao cúmulo de dizer que os automóveis eléctricos são piores para o ambiente do que os automóveis a combustão (não esquecer que estamos a falar da indústria que, durante décadas, abafou deliberadamente os efeitos nocivos do chumbo nos combustíveis, consciente das suas consequências). Mas este novo estudo da Eindhoven University of Technology vem demonstrar que, na verdade, os automóveis eléctricos são bastante mais limpos que os automóveis a combustão (pdf link), mesmo tendo em conta todo o ciclo de produção.

O estudo aponta também alguns dos erros básicos cometidos pelos estudos que dizem o contrário:
  • Exagerando as emissões poluentes da produção de baterias
  • Subestimando a longevidade da bateria
  • Assumindo fontes de energia poluentes para a geração de electricidade
  • Usando dados de laboratórios pagos pelos fabricantes
  • Ignorando as emissões de todo o processo de produção de combustível
Tendo isso em conta, comparando as emissões de CO2, de carros eléctricos e convencionais, os resultados saltam à vista: um VW eGolf emite 54% menos CO2 ao longo da sua vida útil que um Toyota Prius 1.8l, compensando o custo ecológico da bateria ao fim de 28 mil km; um Tesla Model 3 emite 65% menos CO2 que um Mercedes C 220d, compensando a bateria ao fim de 30 mil km.


E em casos mais extremos, como um Bugatti Veyron vs um Porsche Taycan S - por pouco representativo que seja - os resultados são ainda mais marcantes, com o Porsche a emitir 82% menos CO2 e a compensar a pegada ecológica da bateria ao fim de 11 mil km.

E estes resultados são obtidos sem ter em conta a reciclagem ou reutilização das baterias (como baterias para casas, por exemplo), que ajudariam a melhorar substancialmente estes valores, mas que por serem difíceis de quantificar, não foram considerados.



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