2021/02/27

Fisker abandona baterias de estado sólido

As prometidas baterias de estado sólido sofrem um revés, com a Fisker a revelar que abandonou as intenções de as utilizar por ainda estarem longe de estar prontas para uso comercial.

As baterias de estado sólido têm sido apontadas como o próximo grande salto evolutivo face às baterias tradicionais de lítio, proporcionando maior densidade energética, maior robustez e, não menos importante, anulando qualquer risco de explosão. Muitas têm sido as empresas que têm prometido que estas baterias estão "iminentes", mas a Fisker traz-nos uma dose de realismo sob a forma de más notícias. Apesar de também ter estado a trabalhar nestas baterias, a empresa diz que desistiu por completo das baterias de estado sólido, por agora.

A Fisker dá como exemplo das dificuldades o cenário de, depois de se terem desenvolvido as baterias a 90%, os restantes 10% que são necessários para as tornar viáveis acabarem por ser mais complexos e morosos que os 90% já feitos até então. Por isso, desiste das esperanças de usar este tipo de baterias a curto prazo, e estimando que se estejam a sete ou mais anos de distância até que baterias de estado sólido estejam prontas para uso comercial em larga escala.

São más notícias para quem esperava a tal revolução das baterias, mas isso não invalida que sejam exploradas outras opções. Por exemplo, a Tesla tem estado a pensar expandir a utilização de baterias LFP nos modelos mais económicos, que dispensam a utilização de elementos raros como o cobalto. Com toda a indústria automóvel a virar-se para os automóveis eléctricos, é também garantido que os recursos dedicados à investigação e desenvolvimento de baterias vá aumentar exponencialmente nos próximos anos, e isso melhora imensamente a probabilidade de tal "revolução" poder acontecer mais cedo do que se pensa.

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