2021/12/05

O lado negro da vida dos streamers

Ser streamer ou YouTuber de sucesso é algo que fascina muitas pessoas, mas como em tudo, há muitas outras coisas que ocorrem nos bastidores que podem fazer repensar a vontade de se tornarem num.

Continuará a parecer ridículo, para muitas pessoas, que alguém possa ganhar milhões de dólares ficando sentado em casa em frente ao computador, meramente a jogar jogos quase todo o dia - algo que alguns equipararão a "não fazer nada". No entanto, há quem o faça, e se torne tanto num ídolo como num alvo de ódio.

Tyler Steinkamp não está no top das vedetas do Twitch mais ainda assim é um dos streamers mais populares, com mais de 4.5 milhões de seguidores que o seguem 50 horas por semana, e que recebe mais de 200 mil dólares por mês do serviço, fora todos os demais contratos e patrocínios. No entanto, esta que poderia ser uma posição desejada por muitos, é também acompanhada de toda uma outra faceta que revela que a vida de streamer de sucesso pode não ser aquilo que aparenta.

Com 26 anos, Tyler não tem preocupações de dinheiro, é certo. Mas está também consciente de que a sua actividade é insustentável a longo prazo. Além do mais, todo este lucro pode terminar a qualquer momento, se deixar de fazer os streams que lhe ocupam a maior parte da sua; ou se por acaso se vir na situação de um qualquer deslize lhe valer uma suspensão ou expulsão do serviço. É também frequentemente alvo de insultos raciais, que por muita resistência que se tenha, acabam por ter efeitos inevitáveis ao fim de semanas, meses, anos, de constante exposição pública.

E a isto soma-se a quase impossibilidade de ter uma vida social normal, com amigos, pois os horários acabam por ser "incompatíveis" com os momentos em que tem a maioria dos seus espectadores à espera das suas emissões.

Para o bem e para o mal, isto é um "problema" com que a maioria dos aspirantes a streamers nunca terá com que se deparar. Dos mais de 7 milhões de streamers no Twitch apenas 3000 (menos de 0.1%) recebe mais que o valor de um salário médio por ano; e esse número reduz-se a poucas dezenas no caso dos que entram no campos dos "milhões".

4 comentários:

  1. Artigo com o alto patrocínio do Berloque da Canhota...

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    1. Acho que vou preferir continuar sem perceber essa referência... :)

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    2. Infelizmente é coisa de ressabimento político dos boys da "moderna" direita portuguesa.

      Acaba por ser um elogio indireto ao teu excelente trabalho Carlos.

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    3. olha-me este venturo-fascista... LOL bebe agua

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