2022/08/25

Volvo XC40 torna-se pesadelo

A compra de um Volvo XC40 tornou-se num pesadelo para Francisco Franco, o criador do popular Franco Kernel.

A compra de um carro novo é, normalmente, motivo para celebração e felicidade, esperando-se que proporcione viagens em segurança e com conforto por muitos anos. Infelizmente, há também casos em que essas expectativas são rapidamente destruídas, arrastando-nos para um cenário de chatices e frustrações intermináveis, como é o caso que se segue.


A compra de um Volvo XC40 de serviço em Abril, com apenas 8 mil quilómetros, parecia ter sido um excelente negócio; mas pouco mais de um mês mais tarde, os problemas começaram. Durante uma viagem com a família, o carro começou a exibir uma série de problemas, perdendo o controlo do ar condicionando, vidros eléctricos, sensores, portas e até da chave. Não só se tornava bastante frustrante fazer uma viagem sob calor abrasador com crianças, sem poder usar o AC, como se ficava perante situações preocupantes de ordem prática, como o uso da chave manual poder trancar as portas dianteiras, mas deixando as portas traseiras destrancadas.

Replicando os problemas que bem conhecemos dos bugs de software, quando a assistência da marca chegou, o carro já estava a funcionar correctamente, sem qualquer sinal de problemas. Mas, uma visita à oficina alguns dias mais tarde, confirmou nos registos do carro que o mesmo tinha sofrido uma falha catastrófica, sendo efectuada uma actualização que prometia resolver o problema. Estavamos em 15 de Junho e, a 19 Junho, o problema voltou a acontecer. Desta vez a explicação era um sensor de temperatura defeituoso, que foi substituído, mas fazendo com que o carro ficasse quase 10 dias na oficina. Ora, a 13 de Julho podem imaginar o que aconteceu: novamente o mesmo problema.

Perante frustração crescente e justificada, e o pedido de reembolso ou troca por outro veículo, a Volvo assegurou que o problema era de fácil resolução e que tudo ficaria tratado na próxima intervenção. Intervenção que não começou da melhor maneira, quando na chegada à oficina na data agendada (19 de Julho) lhes foi dito que não tinham registo de qualquer marcação, e obrigando a chamar a assistência do próprio parque da oficina, para poder ter direito a um veículo de substituição. Ainda assim, a 11 de Agosto, o carro saiu da oficina com a garantia de que agora tudo estaria bem, tendo sido substituído o módulo de controlo.

Mas, mais uma vez, a 13 de Agosto, a situação já conhecida volta a repetir-se, tornando-se na gota de água.
O caso ainda está em curso, com a Volvo a recusar-se a devolver o valor pago pelo carro, dizendo que não o pode fazer por ser um "problema fácil de reparar" - quase insinuando que existe má fé por parte do cliente. No entanto, parece esquecer-se que esse problema fácil de resolver já obrigou a múltiplas visitas à oficina e garantias de que estava resolvido, sem falar do transtorno das centenas de quilómetros percorridos, e dezenas de dias sem poder usufruir do carro.


Não é um panorama animador para uma era em que os carros já se tornaram computadores sobre rodas, e com isso chegando toda uma série de bugs que têm implicações bastante mais danosas do que o desejo de atirar com um smartphone contra uma parede.

14 comentários:

  1. "A compra de um carro novo é, normalmente, motivo para celebração e felicidade, esperando-se que proporcione viagens em segurança e com conforto por muitos anos. Infelizmente, há também casos em que essas expectativas são rapidamente destruídas, arrastando-nos para um cenário de chatices e frustrações intermináveis, como é o caso que se segue."
    O carro não é novo. Ele próprio diz que era usado, de dezembro de 2021, carro de serviço

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    1. Acho que o Carlos queria dizer que era um carro novo para nós, não que o carro era novo.

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    2. Não percebi o objectivo do seu comentário.
      O carro tinha 8.000 km e mesmo sendo em segunda mão os problemas recorrentes não são aceitáveis para um carro com 8.000, 9.000 ou 50.000 km.
      Um vizinho meu comprou também um Volvo plugin e teve também vários problemas, que não foram resolvidos pela marca depois de ir várias vezes à oficina.

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  2. A Volvo foi,em tempos, uma boa marca de carros. Lembro-me do Volvo Marreco, do 122 e do 144 eram carros fantásticos e ainda hoje se vêem alguns. A partir do momento em que a companhia foi vendida aos chineses, os problemas começaram e a marca tem sido profundamente desacreditada.

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  3. Ui, e eu que pensava comprar um Volvo esquece lá isso. Como dizem, desde que passou para mãos chinocas a fiabilidade deve ter piorado.

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  4. Como comentaram um Volvo no Twitter não são todos os Volvos. Acho que aqui a maior frustração é o serviço ao cliente. Problemas acontecem é a forma como se lidam com eles que mostra a diferença.

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    1. Claro que não são todos os volvos, tive um V40 antes (impecavel) e o meu sogro tem um V40, tambem impecavel e ja tem 100k km. Só partilhei a minha experiência, infelizmente, muito negativa, tanto com a Santogal como a Volvo. A assistência Volvo então é praticamente inexistente, é tudo através da ACP. O meu sogro foi entregar o carro de substituição a Mãe-Martins às 17h da tarde para ir levantar o XC40 a Alcabideche às 18h, esteve 2 horas a espera do Taxi providenciado pela Volvo Assistance, tive que acabar por pedir um Uber. Acaba de levantar o carro e recebe uma chamada do Táxi a dizer que estava a espera dele, tudo isto porque os gajos da Volvo Assistance só fizeram o pedido quase 2 horas após o contacto inicial apos entregar o carro de cortesia.
      São coisas assim, e isto não foi a primeira, eu é que nunca mais saio daqui. Acaba tudo por encher o saco...

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  5. O problema não é da Volvo, mas sim do concessionário que muitas vezes não dá a formação devida aos funcionários e só olham ao número de clientes servidos e não à qualidade do serviço, nem satisfação do cliente.

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    1. Sim a Santogal bem podem ir para o carvalho. Ainda por cima do gajo da oficina (senhor chefe com 36 anos de casa) diz que identificaram o problema. Está tão identificado que não arranjaram da primeira vez e ficou lá quase um mês. É tudo merda do mesmo saco para enganar o zézinho.

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  6. O que me está a escapar?!?!
    1 - O carro tem menos de um ano, é usado, e então?!?!? Já pode avariar??
    2 - Se um carro avaria de forma catastrófica o problema não é da Volvo??!??! Então de quem é?
    3 - Se o problema não é resolvido corretamente a culpa não é do concessionário e da respetiva marca?!?!

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  7. Infelizmente é na Volvo e em todas outras marcas, oVW PASSAT mete água sempre que chove, nunca resolvido, BMW 3, chega o valor não anda mais de 60km, vieram técnicos de todo.o mundo, ninguém resolve nem assume, MINI, começa a tremer, para-se o carro, nunca mais pega, várias vezes acontece o mesmo, depois de várias outras, solução, quando tremer não para, até deixar tremer. A responsabilidade nunca è das marcas.

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  8. Caro Francisco
    Faz alguns anos adquiri um BMW X1. Não tive os seus problemas, mas tive uma situação que considero igualmente caricata.
    A ideia não é aqui contar, mas expor a solução, pelo que apenas a irei contar muito resumidamente.
    Basicamente quando comprei o carro tive conhecimento de uma falha de segurança que estava a levar a que o carro fosse facilmente assaltado (demorava algo como meros segundos). Essa falha estava reconhecida pela BMW Alemanha, e em alguns países os carros estavam a ser chamados de volta para reprogramação total e resolução do problema.
    Mas quando contactei o stand. Não sabiam de nada, e nada podiam fazer para resolver. Para eles era normal que com ao avançar do tempo aparecessem novas técnicas para roubo.
    Desistindo do Stand contactei a BMW Portugal. Que tambem nada sabia. E respondeu-me com a mesma lenga lenga, que os sistemas evoluem, e que as soluções de roubo tambem. Mero paleio pois aquela falha em particular tinha solução que, no mínimo, garantiria algum tempo de proteção a um carro acabado de comprar.
    A Solução foi a BMW Alemanha. Um e-mail que teve resposta imediata a questionar o numero do quadro do veiculo, e dias depois recebia um telefonema do stand, espantados, pois estava um técnico num avião a vir a Portugal para reprogramar especificamente o meu carro.
    Daí que o conselho, é o contacto direto à Volvo na Suécia, reportando o problema com todo o detalhe, e pedindo uma solução.
    Sem querer mandar palpites sobre o seu problema, parece-me que ele não é uma mera questão de software. Se fosse, a reprogramação tinha resolvido o problema. Há provavelmente uma falha algures no hardware que está a causar o problema de forma repetida e intermitente, pelo que a solução perante algo deste género está longe de ser de fácil resolução.
    A minha dúvida aqui é se um carro de serviço traz os mesmos direitos ao cliente que um carro novo. Apesar de ser vendido com a mesma garantia, não é um carro novo, mas um usado, pelo que face à lei, e mesmo aos serviços centrais da marca não sei se é coberto pelo disposto em artigos novos. Afinal, pagou bastante menos por ele!

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    1. Oa carros, novos ou usados (incluindo os chamados de serviço) têm uma garantia de 2/3 anos, que é activada à data da matrícula. Dentro desse período, estão todos cobertos sem destinção.

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  9. Tanto mediatismo por causa de uma coisa simples. Ativar a garantia, mudar de oficina, pedir livro de reclamação, e se quiser ir mais longe, dar a conhecer à Volvo (do pais onde reside) ou mesmo à Volvo Suecia.

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