2023/02/02

Meta fez scraping de sites durante anos

Enquanto processava empresas que faziam scraping do Facebook e Instagram, fazia o mesmo a milhares de outros sites.

O scraping é uma prática quase tão velha quanto a existência da web, em que se utilizam ferramentas automatizadas para percorrer sites e recolher informação. É algo que lojas online utilizam para monitorizar preços de lojas concorrentes, assim como agências de viagens, e muitas outras. Também podem ser utilizadas por hackers para compilar informação sobre utilizadores de redes sociais, ou para criar colecções com milhares de milhões de elementos que podem ser utilizados para treinar sistemas de inteligência artificial.

Na maioria dos casos, os serviços não apreciam este tipo de técnica e proíbem-na nos seus termos de utilização, e que no caso da Meta / Facebook até resultou em processos em tribunal contra empresas que faziam scraping de dados no Facebook e Instagram. O caricato é que, enquanto publicamente apresentava esta face, nos bastidores a Meta contratava os serviços de outra empresa para fazer scraping por si.

Não será surpresa, considerando que a Meta conhece bem o valor da informação. Durante anos utilizou secretamente os dados da VPN da Onavo para saber que apps os utilizadores mais utilizavam; dados que lhe permitiram saber que o WhatsApp estava a ter um crescimento que poderia tornar-se problemático, acabando por comprá-lo pelo valor astronómico de 16 mil milhões de dólares.
Mas, o que é certo é que, polémica após polémica, o Facebook continua a manter uma posição confortável no domínio da internet, e recentemente anunciou ter atingido os 2 mil milhões de utilizadores diários.

Será daquelas coisas em que, não havendo forma de o evitar, a única coisa que se pode fazer é estar consciente de toda esta actividade que os gigantes tecnológicos tentam esconder por trás da cortina da sua aparente preocupação com as questões de privacidade dos utilizadores.

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