2026/01/14

Apple revela Apple Creator Studio com subscrição

A Apple transforma as suas apps de produtividade num pacote por subscrição, ao estilo do que a Adobe faz.

A Apple apresentou um novo pacote de subscrição chamado Apple Creator Studio, direccionado a criadores que querem acesso às aplicações profissionais da marca. O serviço custa 12.99 dólares por mês (ou 129 dólares por ano) e inclui seis apps para macOS e iPadOS.

O bundle dá acesso ao Final Cut Pro, Logic Pro, Pixelmator Pro, Motion, Compressor e MainStage. Um dos destaques é a chegada do Pixelmator Pro ao iPad, depois de até agora estar disponível apenas no Mac. As aplicações continuam a poder ser compradas individualmente, mas a Apple está a reservar as funcionalidades mais completas para quem subscrever o pacote. Além das apps, o Creator Studio desbloqueia funcionalidades AI exclusivas e conteúdo premium. Estas vantagens estendem-se também às apps iWork - Numbers, Pages e Keynote - e ao Freeform ainda este ano, incluindo ferramentas avançadas, imagens livres de direitos, e templates premium, reservados aos subscritores.

O Apple Creator Studio ficará disponível na App Store a partir de 28 de Janeiro, com um mês de teste gratuito. Quem comprar um Mac novo ou um iPad compatível pode ter direito a três meses grátis, enquanto estudantes pagam apenas 2.99 dólares por mês. A subscrição também pode ser partilhada com até cinco membros da família através do Family Sharing.



Para quem quiser evitar mais uma subscrição pode optar por comprar as apps directamente (Final Cut Pro e do Pixelmator), mas apesar de ter direito ao seu uso e actualizações, algumas funcionalidades “inteligentes” e conteúdos premium só estarão disponíveis para quem tiver a subscrição Creator Studio. Segundo a Apple, a maioria das funcionalidades exclusivas do Creator Studio será baseada em AI. Entre os primeiros exemplos estão a nova ferramenta Warp no Pixelmator Pro e um Content Hub no Keynote, Pages e Numbers, com templates premium e imagens de alta qualidade. O Logic Pro e o MainStage são excepções, mantendo todas as funcionalidades independentemente do modelo de compra.
Na prática, esta decisão transforma algumas apps da Apple em soluções "freemium". Os utilizadores actuais não perdem funcionalidades já existentes, mas passam a precisar de uma subscrição para aceder a todas as novidades no futuro - uma mudança que pode desagradar a alguns clientes, mas reforça a aposta da Apple em receitas recorrentes de serviços, algo que tem vindo a fazer há muitos anos, desde os tempos que incentivou os criadores de apps a passarem dos preços baixos para o modelo de subscrição.

Como curiosidade adicional, a mudança dos icons das apps também tem gerado alguma polémica, com a Apple a ser acusada de seguir o caminho de usar icons demasiado estilizados e genéricos, face aos anteriores.

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