2026/02/18

Primeiro Tesla Cybercab sai da linha de produção

A Tesla produziu o primeiro Cybercab, o seu táxi autónomo sem volante, na fábrica do Texas.

Numa altura em que continua a ser imensamente criticada devido às promessas por cumprir, a Tesla anunciou a saída da linha de produção do primeiro Cybercab, o seu táxi totalmente autónomo, sem volante nem pedais, que considera ser o veículo do futuro que tornará todos os restantes automóveis obsoletos.

Apesar dessas intenções, o panorama actual parece estar longe do ideal para a empresa de Elon Musk. Os dados do seu programa Robotaxi no Texas têm revelado uma taxa de acidentes crescente - muito acima dos condutores humanos - e isto apesar da maioria das viagens continuar a ser feita com um "supervisor de segurança". As viagens totalmente autónomas sem supervisão continuam a ser alvo de acusações de serem meras manobras mediáticas, estando aparentemente limitadas a algumas poucas estradas e poucas viagens por dia para clientes "seleccionados".
Não é por isso surpresa que a Tesla esteja a ser acusada de colocar "a carroça à frente dos bois", ao estar a produzir Cybercabs sem volante antes de ter demonstrado a capacidade de condução realmente autónoma sem supervisão.

Na Califórnia a Tesla nem pode usar o termo Autopilot por ser enganador, e claro que há quem não se esqueça das promessas de Elon Musk de que todo e qualquer Tesla poderia ser usado como um táxi autónomo - promessa que tem sido convenientemente ignorada e esquecida. A isto junta-se o facto da Tesla suspender o serviço de Robotaxi quando chove, e já ter feito alterações como adicionar esguichos de limpeza das câmaras - elemento que os mega-fãs de Musk criticavam nos veículos concorrentes da Waymo (diziam até que isso impediria a sua operação em locais com temperaturas negativas, aparentemente ignorando que há automóveis com sistemas de lavagem dos faróis há décadas).

Independentemente do campo escolhido, com os Cybercab a saírem das linhas de produção, começa a contagem decrescente para que a Tesla cumpra a promessa de ter táxis autónomos a circular em volume nas estradas. Caso contrário, arrisca-se a começar a ficar sem espaço para os guardar, como aconteceu com os Cybertrucks que ficaram por vender, e que acabaram por ser despachados para a SpaceX.

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