É mais que sabido que as medidas repressivas sobre os ditos "downloads ilegais" não têm surtido qualquer efeito (mais efeito tem tido a disponibilização de serviços legais com condições atractivas), e agora o PCP avança com uma proposta que tentará uma abordagem diferente: a legalização da partilha de conteúdos na internet.
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2016/03/01
Abelhas.pt encerra a 31 de Março
O Abelhas.pt pode ser considerado o Megaupload português, mas também ele parece agora ter chegado ao ponto em que a pressão se torna demasiada e opta por encerrar.
2013/07/10
Proposta de Lei para Legalizar a Partilha de Ficheiros na Internet
Nem todas as propostas de lei têm que tratar as pessoas como criminosas, ou fazer de conta que o mundo magicamente vai seguir regras sem lógica apenas por que lhe dizem que "tem que ser assim". Se alguns ditos iluminados achavam que fazia sentido aplicar uma taxa sobre todo o tipo de armazenamento digital (a famosa PL118); felizmente temos outras pessoas que propõe algo bem mais realista e que poderá ser um bom primeiro passo para uma solução de compromisso mais justa para todos.
2013/04/08
Oxe7 Regressa como Moovk
Eu não tenho grandes apetências para ser profeta, mas o que é certo é que no outro dia aquando da "vitória" da Acapor sobre alguns sites de partilha nacionais que encerraram sob ameaças de processos juficiais, desde logo disse que seria uma vitória ilusória e que "por cada um destes sites que fecharem, abrirão uma dúzia de outros novos".
Não sei se terão sido uma dúzia, mas para os utilizadores e fãs do Oxe7 o caso parece ficar resolvido com uma nova morada em moovk.com. A passagem de testemunho vai ainda mais longe, com os utilizadores do extinto Oxe7 poderão continuar a usar os mesmos usernames e passwords para aceder a este novo site - que continua a providenciar o mesmo tipo de utilização que conquistou os fãs: nomeadamente o streaming de filmes, séries e documentário.
... Parabéns Acapor! Aqui têm a gloriosa dimensão da vossa "vitória" contra o livre acesso aos conteúdos que os portugueses querem ver. E, uma vez que parece ser difícil compreenderem que a solução não passa pela perseguição e repressão; relembro que mesmo que se aventurem novamente a pressionar um ou outro responsável por qualquer um destes sites... não se esqueçam que interessados em fazer o mesmo serão milhões... e que, lamentavelmente tendo que me repetir novamente... "por cada um destes sites que fecharem, abrirão uma dúzia de outros novos".
P.S. Não tentem pintar os utilizadores como inimigos dos criadores de conteúdos. Os milhões de pessoas que descarregaram o primeiro episódio do Game of Thrones (por exemplo), fizeram-no porque gostam da série; muitos já pagam TV por cabo para a verem; muitos irão comprar os DVDs/Blurays da série quando ficar disponível; e muitos mais não percebem qual o "hipotético" dano que estão a causar ao verem episódios de séries que na semana seguinte passariam nos seus televisores.
Como já disse por múltiplas vezes. Tentar combater a partilha de conteúdos, quando a partilha é algo que nos é ensinado desde cedo como sendo algo bom e positivo; é das coisas que menos sentido faz nesta sociedade. Em vez de a combaterem, melhor fariam em promover essa partilha, para que os conteúdos chegassem ao maior número possível de pessoas... e assim aumentando o número de pessoas que não só gosta desses conteúdos... como está disposto a pagar por eles.
Se haverá milhões que não pagam nada nem querem pagar? Certamente que sim; da mesma forma que muitos haverá que preferem ouvir música na rádio, ou no YouTube, e não comprar um único CD. Mas a pergunta que realmente faz sentido colocar é: quantas vezes já compraram CDs ou DVDs de coisas que... nunca sequer ouviram falar? Pois... na maioria das vezes comprarmos aquilo que já conhecemos e que sabemos que gostámos. E a melhor de ficarmos a conhecer mais coisas, não será através da partilha daquilo que os nossos amigos e conhecidos conhecem?
... Vamos lá ver se não serão necessárias muitas mais décadas para que as actuais caça às bruxas das partilhas e downloads possam passar a ser encaradas como algo tão retrógrado e absurdo como foi a caça às bruxas em em tempos passados. O futuro é aquilo que quisermos fazer dele... e acho que está na altura de começarmos a construir um futuro com optimismo e não um que se aposta na perseguição, repressão, e deturpação - fazendo dos consumidores os principais inimigos dos criadores (como se no fundo, ficasse esquecido que são eles os únicos responsáveis pela sua subsistência).
A Partilha de Contas para Acesso a Conteúdos
Enquanto muitas entidades seguem num combate cego contra a partilha e download de conteúdos ditos ilegais da internet, há uma nova modalidade que vai ganhando cada vez mais adeptos - e que volta a colocar o foco da questão naquilo que realmente importa discutir: a partilha de contas para acesso a determinados conteúdos.
Esta técnica tem bastantes adeptos entre grupos de amigos nos quais apenas um subscreve um serviço de TV/música a que os outros gostariam de ter acesso; mas começa a ser também cada vez mais frequente entre amigos que queiram comprar uma App "em grupo" - ou seja, criando uma conta partilhada entre todos, de modo a que todos possam instalar uma App nos seus Androids ou iPhones.
Se há serviços que limitam a sua utilização a apenas um utilizador (frequente no caso do serviços de streaming de música), a verdade é que na maior parte dos casos não faz sentido, nem é possível, fazê-lo. Um utilizador pode ter múltiplos equipamentos onde deseje instalar uma App; e no caso dos canais de TV, têm que contemplar a hipótese de um membro da família querer ver algo no seu tablet, enquanto outra pessoa quer ver outra coisa... mesmo estando fora de casa (com outro IP).
Ou seja, este partilha de contas/passwords, vem demonstrar precisamente que o verdadeiro problema está do lado destas empresas, que não são capazes de fornecer um serviço que cative (ou esteja disponível para) os clientes que desejam ter acesso a esses conteúdos. E quanto tal acontece, por muito que queiram perseguir os sites de partilha... haverá sempre mil e uma outras formas que serão encontradas e que, como neste caso da partilha de contas, será praticamente impossível conseguirem identificar quem é quem.
2012/03/05
Sistemas de Partilha Anónimos Ganham Utilizadores
Nem seria preciso repeti-lo uma vez mais... A perseguição a sites de partilha como o MegaUpload (e o encerramento/limitação voluntária de muitos outros) levou a que milhões de utilizadores tivessem que arranjar novas formas de conseguir os seus desejados conteúdos.
E quando a procura sobe, a oferta não se faz esperar, com o uso de programas como o RetroShare a aumentar em flecha.
A rede RetroShare permite a criação de redes privadas e encriptadas que garantem a anonimidade de cada utilizador. Cada utilizador adiciona amigos "de confiança" através de certificados PGP, e todo o tráfego entre um utilizador e desconhecidos passa primeiro por um desse amigos conhecidos. Ou seja... uma rede que automaticamente anonimiza o seu próprio tráfego, impossibilitando a monitorização por terceiros.
A par de outras soluções descentralizadas que vão surgindo, está mais que visto que toda e qualquer "vitória" no combate à pirataria acaba por nunca passar de um pequeno sobressalto sem efeitos práticos...
Talvez a verdadeira questão que itneresse colocar seja a que é feita no seguinte vídeo: se temos leis que tornam todo o mundo em criminosos e piratas... Será que o problema estará nas pessoas, ou na forma como a lei existe e as coisas são feitas?
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