2016/01/25

Apps de mensagens serão as plataformas dominantes em 2016


Em 2016, preparem-se para um mundo que dependerá cada vez menos de apps, passando a disponibilizar aquilo que se procura directamente na app de mensagens que utilizam, marcando uma tendência que terá implicações bem extensas.

É oficial, as redes sociais podem continuar a somar utilizadores, mas viram-se ultrapassadas pelo número de utilizadores das apps de mensagens, e a tendência é a de que essa vantagem aumente ainda mais nos próximos tempos. Enquanto que o número de utilizadores activos mensais se aproxime dos 2.5 mil milhões para as quatro maiores redes sociais mundiais, esse número aproxima-se já dos 3 mil milhões para as quatro maiores apps de mensagens. Um número que se torna ainda mais expressivo quando se tem em conta que este representa um aumento de quase 100% face ao ano anterior para as apps de mensagens (enquanto que para as redes sociais, esse número se fica pelos 20%).

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Mas é fácil perceber-se porquê... pergunte-se a qualquer pessoa qual a app que mais utiliza diariamente, e quase seguramente será uma app de mensagens: quer seja o WhatsApp, o FB Messenger, o Hangouts, ou qualquer outro - normalmente ditado pelo consenso do que a maioria dos seus amigos utiliza. Aliás, bastaria perguntar a qualquer utilizador do Facebook se preferiria ficar sem a app do Facebook ou o Messenger... e o mais certo é dizerem que optariam por manter o Messenger (sendo que desinstalar a app do Facebook até pode ser recomendável).

Olhando-se para os países emergentes, também facilmente se explica o interesse pelas apps de mensagens. Num país onde se tenham velocidades de internet reduzidas e limites de dados apertados, acham que será mais apetecível usar uma app de uma rede social, desejosa de nos mostrar fotos e vídeos (e publicidade) sempre que pode; ou uma app que nos permite trocar mensagens?

Só que as apps de mensagens já não se limitam apenas a deixar trocar mensagens. Agora também trocam fotos e vídeos (quando se quer), e até permitem transferir dinheiro - e as suas capacidades não param de crescer, como a integração do Uber com o Messenger, que facilita pedir transportes sem se sair do chat com os nossos amigos.



Apps de mensagens como o Slack e Telegram (e na prática, todas as outras) também vão adicionando serviços adicionais que podem ser utilizados directamente do chat; e na China, apps como o WeChat já contam com mais de 10 milhões(!) de micro-apps que se podem adicionar ao chat, expandindo as suas capacidades até ao limite do que se quiser fazer.

A grande diferenças é que assim, em vez de se ter que instalar uma centena de apps, entre as quais precisamos estar constantemente a saltitar, acabamos por ter uma única plataforma que agrega tudo aquilo que se quer fazer num único local. Imagine-se, por exemplo, algo como querer saber por onde andam os filhos, ver o saldo bancário, encomendar umas fotos impressas, e comprar um bilhete para o cinema. Tradicionalmente, isso significaria ter que dar um salto a uma app de localização, app do banco, dar um salto a um site web (e ou respectiva app) para imprimir fotos, e outra app para comprar bilhetes. Numa destas plataformas, é algo que pode ser feito de forma imediata com quatro simples pedidos de texto - embora variando na sua implementação, há quem aposte em fazer isto através da detecção do contexto ou palavras chave, há quem opte por disponibilizar opções crescentes na app, e há quem recorre a "comandos" que o utilizador terá que se lembrar...

Seja como for, parece-me que é bem mais prático qualquer uma das modalidades de chat do que a versão "tradicional" com as apps, e isso é algo que em 2016 se irá fazer notar cada vez mais.

... Parece-me que, com tudo isto, o tempo ainda vai demonstrar que a compra do WhatsApp pelo Facebook, por 16 mil milhões de dólares, foi uma "pechincha"! :)

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