2016/03/28

Catálogo da Netflix reduziu-se 30% em menos de 3 anos


A Netflix é uma empresa que já se tornou num sinónimo de sucesso na área do streaming, e que nos mostra o futuro da "televisão", mas há sinais de tempestade no horizonte...

Demorou muitos anos, mas a Netflix chegou finalmente a Portugal (e praticamente a todo o mundo) dando aos seus clientes a possibilidade de verem aquilo que querem, quando querem, e onde quiserem (ou quase). Atrás dessa comodidade, temos todo um interessante sistema técnico que permite analisar a reacção das pessoas para saber que coisas resultam melhor, e que é usado não só para coisas tão simples como a escolha das imagens que ilustram as séries e filmes (aquelas que resultam em mais "cliques"), como até para analisar as preferências dos espectadores e assim se poderem planear novos programas e séries em função dos seus gostos.

Mas temos também problemas à vista (e que não têm a ver com o facto de secretamente fazerem o throttling dos streams de vídeo em mobile)...



Para além das questões das barreiras geográficas, que fazem com que Portugal e outros países tenham um catálogo muito mais reduzido do que aquele que existe nos EUA; a Netflix tem tido uma redução significativa no número de programas disponíveis. Mesmo nos EUA, o número de filmes e séries passou de 8103 para 5532 em menos de 3 anos. É uma redução significativa e que pode tornar-se preocupante se a tendência se mantiver nos próximos anos.

A "culpa", já sabemos, é de todos os restantes serviços que olham para o sucesso da Netflix e acham que também devem replicar o seu formato. Hoje em dia são cada vez mais os estúdios e canais que vão apostando nos seus próprios serviços de streaming - e apostando nos exclusivos, sempre que possível, como chamariz. Só que o resultado disto é insustentável, pois não se pode esperar que uma pessoa vá subscrever 10 ou 20 serviços de streaming diferentes para ter acesso a todos os conteúdos que deseja...

Tal como nos serviços de TV por cabo se evoluiu para um serviço que engloba centenas de canais e uma pequena selecção de canais premium mais caros; também no streaming a coisa terá que adquirir um formato idêntico, e seria bom ver os "grandes" a perceberem isso e começarem já a trabalhar no sentido de facilitarem uma partilha de conteúdos para facilitar o acesso aos mesmos - em vez de o dificultarem. (É que, como se sabe, há formas não oficiais de se verem esses mesmos conteúdos, que são mais simples e gratuitas!)

Vai ser interessante ver como é que a Netflix vai reagir a estas reduções no catálogo, uma vez que mesmo com forte aposta nas produções próprias, não poderá abdicar de ter conteúdos de outros produtores. Mas até lá, temos também que ir lutando para que se eliminem as fronteiras geográficas, e que todos os conteúdos da Netflix estejam disponíveis em todo e qualquer país do mundo.

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