2016/10/14

Análise ao microSD Kingston UHS-I U3

Os cartões de memória são acessórios indispensáveis para as câmaras fotográficas e de vídeo, e uma das formas mais simples de ampliar a capacidade de armazenamento em smartphones e tablets. O nosso Luis Costa submeteu o micro SD Kingston UHS-I U3 aos seus habituais testes e diz-nos que tal ele se portou.


Os cartões microSD Kingston Class 4 e Class 10 já passaram na bancada de testes do AadM, tendo ambos apresentado uma prestação bastante competente. As velocidades de escrita e leitura, sendo interessantes, poderão ter limitações para utilizações que necessitem de melhor desempenho. Para esse fim, a Kingston tem outro tipo de cartões, com melhores prestações, como é o caso do UHS-I (U3) de 32GB que hoje apresentamos.


Este cartão tem um máximo teórico de 80MB/s em escrita e 90MB/s em leitura, valores ideais para vídeo 4K e fotos em modo burst.


Testes de desempenho

Para testar este cartão, utilizei o Kingston HS4 All-In-One Media Reader ligado a uma porta USB 3.0 de um PC equipado com um SSD Hyper X Savage. O primeiro teste consistiu em copiar um ISO para o cartão microSD e posteriormente, deste para o PC.



Modo escrita vs leitura

O ISO de 3.41GB demorou 124segundos a copiar, o que equivale a uma taxa de transferência de 28,26MB/s. Em leitura os 3.41GB demoram 106s a ser copiados para o PC, a uma velocidade de 32,9MB/s, em ambos os casos, valores substancialmente inferiores ao que se esperaria.



Uma pasta com 95 imagens que perfaziam 338MB, demorou 25s a copiar para o microSD, baixando a velocidade para 13,52MB/s, um aumento de quase 50% face ao obtido pelo cartão de classe 10.


O teste realizado com o H2testw confirmou os (maus) resultados obtidos na cópia do ISO, registando apenas 27,7MB/s em escrita e 31,8MB/s em leitura.

Algo tinha de estar mal para o cartão obter tão baixas velocidades de transferência. Resolvi ainda experimentar o cartão noutros equipamentos, mas os resultados pareciam re-confirmar estes mesmos valores. Curiosamente, foi só quando o experimentei com dois dos ultrabooks que acabei de testar que finalmente consegui resultados mais próximos do que seria esperado.


No leitor de cartões microSD do Lenovo Yoga X1 o cartão UHS-I U3 obteve 64,4MB/s em escrita e 78,5MB em leitura. Com um adaptador Mobile Lite G4, os valores ficaram na mesma ordem de grandeza, 62,9MB/s e 79,7MB/s, respectivamente.




Sendo os equipamentos móveis um dos principais destinos dos cartões microSD, houve também que testar este cartão num smartphones, tendo para isso utilizado o Samsung Galaxy S7 e a aplicação A1 SD Bench.

Os resultados diferem do obtidos nos testes realizados no PC, com o A1 SD a registar 49,33MB/s em escrita e 59,38MB/s em modo leitura. A limitação neste caso está no smartphone e não no cartão microSD. De notar que o cartão classe 10 obteve um resultado inferior, com 45/12MB/s para 16GB e 68/21MB/s para os 64GB.


Apreciação Final


Este cartão UHS-I U3 é uma opção para quem está a ponderar aventurar-se no vídeo 4K. Quem necessite de elevadas velocidades de transferência tem neste cartão uma boa opção. No entanto há que salientar que para tirar partido total partido deste cartão têm de possuir um equipamento que seja capaz de fornecer um desempenho superior; os resultados dos testes demonstram isso mesmo.

O microSD Kingston UHS-I U3 está disponível em versões de 32, 64 e 128GB sendo que a versão testada pode ser adquirida por valores na casa dos 17€. Podem adquirir apenas o cartão, mas têm ainda a possibilidade de o comprar com um adaptador para cartão SD e ainda uma pen USB para ligar ao PC.




microSD Kingston UHS-I U3
Escaldante


Por: Luis Costa

3 comentários:

  1. Fazer review a uma unidade de armazenamento sem fazer testes de leitura e escrita aleatória....? Va lá....

    Já que usas windows era obrigatório o teste com o CrystalDiskMark usando um leitor de cartões via USB 3.0 ou via pcie....... não é? :-)

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    Respostas
    1. Sim... parece mais um hands-on/preview que uma review. Já dá uma ideia do que se está a comprar, mas a informação que fornece está longe de ser "cientifica".
      Outra aspeto são os testes que parecem ter corrido uma vez, que dão resultados que podem ter ser afetados por mil-e-uma interferências.
      Pessoalmente, deixo também a sugestão de no capitulo de conclusões explicar o resultado final. A meio do artigo fala-se que "O teste realizado com o H2testw confirmou os (maus) resultados obtidos na cópia do ISO" mas no final aparece um "escaldante redondo", que à partida não parece compatível com a frase citada.

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    2. O dar aspecto é uma coisa, ou ter sido é outra. Os testes são efectuados pelo menos 3 vezes, e é apresentado o que tiver mais perto da média.

      Quanto à observação final, recomendo apenas uma leitura atenta no texto. Quando a mesma é feita na diagonal dá origem a conclusões erradas.

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