2017/07/01

Japão quer colocar homem na Lua antes da China


Estamos prestes a assistir a uma nova corrida espacial para a ida à Lua, mas desta vez os intervenientes são a China e o Japão, em vez dos EUA e Rússia.

Durante a década de 60, a Guerra Fria despoletou o desejo de mostrar a superioridade tecnológica entre as duas super-potências mundiais, culminando com a concretização da famosa promessa de Kennedy, de colocar um homem na Lua antes do final da década (e claro, de o trazer de regresso à Terra). Meio século depois, o panorama espacial é bem diferente...

Actualmente, temos empresas privadas a liderar em termos de chegar ao espaço a custo reduzido, e em termos governamentais, são países como a China, Índia e Japão que parecem estar contagiados com o desejo das aventuras espaciais. Em resposta à proposta da China de nos fazer regressar à Lua em 2036, o Japão avança com uma data mais ambiciosa, de o fazer já em 2030.

No entanto, poderá não ser uma verdadeira competição, pois parece que o Japão está mais interessado em se tornar parceiro do projecto Chinês, contribuindo para acelerar o desenvolvimento da missão, e daí apresentar uma data mais ambiciosa do que a inicialmente indicada pela China. Também a Índia seria um forte candidato para fazer parte deste esforço, pois já testou com sucesso um space shuttle reutilizável o ano passado, e este ano já bateu um recorde ao enviar 104 satélites para o espaço num único foguete.

Mesmo se deste lado do mundo temos a SpaceX a manter a actividade espacial nas páginas das notícias com regularidade, parece-me que seria também o momento ideal para avançar com novos projectos ambiciosos, ou pelo menos traçar alguns objectivos - nem que seja de cooperação com estes projectos que mostram que o resto do mundo não anda a dormir... muito pelo contrário!

2 comentários:

  1. Ora pois.... Se já foram lá, e tem a tecnologia disponível desde os anos 70/80 , como vão demorar décadas para isso acontecer novamente?!?!?

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    1. As preocupações com segurança são outras. Para além disso, há décadas que não se tem apostado em tecnologia para tal... Basta referir que a maioria dos fatos espaciais (aqueles para andar no espaço mesmo) s­ão basicamente os que foram feitos há décadas atrás... e até estão a "esgotar-se".

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