2017/10/09

Um ano de Mate 9

Falar dos mais recentes modelos e lançamentos é algo habitual aqui no Aberto até de Madrugada, mas hoje vamos fazer um rescaldo sobre a utilização de longa duração, vendo como é que um Huawei Mate 9 se comportou ao longo de um ano de utilização.


No mundo da tecnologia, um ano equivale a uma eternidade, com novos modelos a chegarem continuamente e que rapidamente ultrapassam os que já se encontram no metade. A poucos dias do lançamento do novo Mate 10, pareceu-nos a altura ideal para revisitar o Huawei Mate 9 apresentado há quase um ano em Munique.

Durante todo este tempo o Mate 9 da Huawei tem sido o smartphone que tenho utilizado no dia a dia, pelo que me sinto perfeitamente à vontade para falar dos seus pontos fortes (e fracos) depois de 12 meses de utilização verdadeiramente intensiva.

Desempenho

O smartphone é para mim um auxiliar indispensável, pois recorro ao mesmo para diferentes fins, lúdicos e de trabalho, pelo que a autonomia é um requisito essencial. Os 4000 mAh da bateria que equipa o Mate 9 foram suficientes para que quase sempre conseguisse chegar a casa no final do dia ainda com bateria. Claro que há dias em que às 10h30 já ia com meia bateria (65% na altura que escrevia estas linhas) e que não dispensavam o recurso ao carregador na hora de almoço.

O SuperCharge, sistema de carregamento rápido da Huawei, foi sempre um precioso auxiliar nestas situações, permitindo num curto espaço de tempo carga para mais algumas horas de utilização ou, quando havia disponibilidade, uma carga completa. Para tirar partido desta tecnologia, optei por manter no meu local de trabalho o cabo USB e carregador que acompanham o Mate 9, sendo que em casa utilizo um carregador que garante 5V/2A, para repor a carga durante a noite.

O Mate 9 estreou o Kirin 960, processador que alguns meses mais tarde viria a ser utilizado no Huawei P10. Contrariamente ao que vinha a ser norma na marca chinesa, o processador do smartphone da série P foi exactamente o mesmo do Mate e não uma versão revista melhorada, como era seu procedimento habitual. O bom desempenho do Kirin 960, que pela primeira vez se conseguiu bater de igual para igual com os Snapdragon e Exynos, deixou por certo a marca confortável para tomar esta opção.

Um ano mais tarde, embora já estejam disponíveis processadores com melhor desempenho, o Kirin 960 continua a oferecer um desempenho de topo, como se exige a um equipamento premium.


Uma das grandes novidades que chegou com Mate 9 foi a interface EMUI, versão 5.0 que já tivemos oportunidade de analisar em detalhe. A Huawei dava já aqui alguns passos na criação do seu sistema de inteligência artificial, que será uma grande aposta para o Mate 10. No caso do Mate 9, este seria suposto apreender os hábitos dos utilizadores, por forma a ser capaz de disponibilizar mais rapidamente as funções mais utilizadas. O que posso dizer, é que nesta altura o smartphone continua a disponibilizar um desempenho de topo, com as aplicações a serem chamadas de forma instantânea, pelo que a AI deve ter efectivamente apreendido os meus hábitos de utilização.

Câmara




A dupla câmara Leica foi outra das apostas da Huawei, tendo este conjunto sido capaz de resultados de grande grande qualidade, como as imagens publicadas penso que demonstram. Em ambientes com pouca luz, pode não conseguir o nível de resultado de outros equipamentos, mas pessoalmente prefiro uma imagem com menos detalhe e cores reais, do que um maior detalhe mas com as cores alteradas.

A Huawei lançou algumas actualizações de software, tendo a câmara recebido melhorias no seu funcionamento, com particular destaque para o zoom óptico, bastante útil e capaz de proporcionar resultados de grande qualidade, como podem verificar na imagem em cima.

Por mera sorte por certo, é com o Mate 9 que tenho conseguido as melhores fotos. O facto de este andar quase sempre comigo, acabou naturalmente por influenciar esta situação. A focagem rápida e o modo monocromático, mostraram-se particularmente úteis.


Software e actualizações




No que diz respeito às actualizações, os utilizadores mais exigentes têm razões para algum descontentamento, pois a Huawei ainda não conseguiu atingir nesta área, o nível que apresenta em outras áreas, como o design e qualidade de construção.

Quando comecei a escrever este artigo, a versão do Android era ainda a 7.0, com patch de segurança de Junho e versão da EMUI 5.0. Na entrevista que efectuámos a um dos responsáveis pelo desenvolvimento da EMUI, aproveitámos para questionar a marca sobre esta questão. A Huawei comprometeu-se a actualizar os principais equipamentos para a versão 5.1, mas a verdade é que até ao momento isso ainda não aconteceu.

Outra possibilidade avançada, foi a manter a versão da EMUI e adicionar-lhe estas funcionalidades. Foi precisamente isso que aconteceu com o Mate 9, que acabou de receber uma actualização com novas funcionalidades para a câmara, mas mantendo a EMUI na versão 5.0, neste caso, 5.0.1.

As melhorias no sistema de AI apresentados na EMUI 5.1 seriam naturalmente muito bem recebidas, mas Huawei parece ter optado por saltar directamente para o Android 8 Oreo no Mate 9, podendo assim disponibilizar esta actualização mais cedo que o previsto, o que acontecer, seria um bom compromisso. Há bons indicadores nesse sentido, pelo que resta aguardar por novidades por parte da marca chinesa.


Qualidade de construção



Os smartphones caem, estragam-se, partem-se. É um facto incontornável e basta um instante de desatenção para que o inesperado aconteça. Confesso que não gosto de utilizar capas, mas no caso do Mate 9 acabei por andar sempre com uma instalada. Sim, o Mate 9 caiu algumas vezes, mas felizmente nunca sofreu qualquer dano. Ainda na semana passa deu um mergulho a fazê-lo bater directamente com a frente no chão, mas felizmente sem registar qualquer dano. Correu bem! :)

Apenas a registar um conjunto de marcas no corpo do equipamento (visíveis na primeira imagem deste artigo), possivelmente devido à fricção e falta de uma limpeza mais cuidada da minha parte. O ecrã mantém-se intacto, tendo a película de protecção desempenhado o seu papel na perfeição. O desgaste que esta apresenta, é resultado da utilização intensiva e despreocupada a que foi sujeita.


Considerações finais


Quase um ano depois, o Mate 9 demonstra ter materiais de qualidade, que não apresentam degradação perante uma utilização mais intensiva. O hardware mantém um desempenho de topo e as câmaras continuam a manter um nível que não se envergonha perante os mais recentes topo de gama.

É um smartphone que continua a apresentar um comportamento de topo, que só deverá melhorar com a chegada do Android 8 e a EMUI 6. Podemos assim considerar o Mate 9 como uma aposta bem sucedida por parte da Huawei, o que vem elevar ainda mais a expectativa para o que a marca chinesa irá apresentar com o Mate 10.

Em breve cá estaremos falar falar desse novo modelo; e daqui por um ano certamente poderemos revisitar que tal ele se comportou após mais uma dose prolongada de utilização intensiva.

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