2013/11/18

As Promessas Quebradas do Google


O Google tem uma imensa legião de fãs espalhados por todo o mundo, conquistados graças à oferta de serviços gratuitos, e de uma filosofia que ia de encontro ao que os utilizadores apreciam: o famoso "do no evil". Mas os anos vão passando e o Google é agora um dos maiores gigantes da tecnologia. E parte do seu crescimento tem-no levado a dar o dito por não dito, e a quebrar algumas das promessas que tinha feito.

Existem inúmeros exemplos de promessas quebradas do Google: em 2004 o Google dizia que o Google Shopping não seria a pagar (para as empresas), de modo a apresentar resultados isentos, e que esse era uma prática indesejada; em 2013, o Google Shopping apresenta apenas resultados dos anunciantes que pagarem para lá aparecer. Em 2005 prometeu que nunca teria publicidade na sua homepage ou página de resultados; agora temos publicidade de grandes dimensões para alguns parceiros seleccionados.

Este caso torna-se mais interessante, pois vai completamente contra uma das ideias fundamentais que Larry Page e Sergey Brin delinearam no seu projecto inicial em 1998, explicando porque seria uma má ideia apresentar publicidade deste tipo. Claro que se poderá argumentar que muito muda em 15 anos... mas será o "good and evil" também mudam assim com tanta volatilidade?

Que tal tem sido a vossa relação com o Google, e de que forma tem mudado ao longo dos últimos anos?

9 comentários:

  1. Mataram o Reader. Enough said.

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    1. Sem dúvida, essa foi a maior "machada" de todas...

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  2. Adoraria comentar sobre este assunto, mas acho melhor não o fazer.

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    1. Comenta pois... aproveita enquanto não é obrigatório usares uma conta G+ para comentar no Blogger. :)

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    2. Essa foi boa :) se bem que a mim o G+ não me incomoda muito tenho uma conta, mas nunca la meto os olhos, se bem que o do no evil do google esta mais um do not to much evil. Enquanto assim for acho que ainda não estamos mal.

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    3. Uma dúvida: Não é possível instalar outro sistema de comentários? Só por curiosidade...

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    4. Poderá obrigar a "martelar" nos templates, mas penso que sim.

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  3. Acho perfeitamente aceitável a politica que eles têm seguido e normal que vão mudando alguns dos conceitos iniciais. Já há muito que quem manda são os accionistas não os fundadores.
    Mesmo assim e tendo em conta a visão economicista, parece-me razoável "impingirem-nos" alguns dos seus serviços e publicidade como forma de continuarem a dar bons serviços gratuitos.
    Não discuto se são os melhores serviços ou não e se os critérios são os mais correctos, mas penso que é um preço justo a pagar, pelo menos até agora.

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  4. As mortes do Reader e iGoogle foram para mim as maiores desilusões, pois eram produtos Google que usava diariamente. O facto desta última versão do Android ter o claro patrocínio da Nestlé também não me agrada de todo, sendo que considero a Nestlé uma marca muito "evil". O facto de estarem a contradizer algumas regras base da sua estratégia sem darem qualquer contexto ou justificação, enfim mostra que evetualmente qualquer marca deixa de ter boas intenções de entregar bons produtos e serviços "with a profit" para passar a pensar só em dinheiro ... que é o que está a acontecer. Por muito que critiquem a Microsoft e a Apple estão a fazer exactamente o mesmo.

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