2013/12/30

2014 marcará a chegada dos CPUs neuronais?


Os computadores já estão connosco há muito tempo, e o seu elemento essencial é o seu "cérebro", o CPU. Um elemento de processamento que acabar por não passar de uma glorificada máquina de calcular capaz de fazer apenas aquilo para que foi programada... e que não lida muito bem com tudo o que saia dos parâmetros estabelecidos. Mas 2014 marcará a chegada do uma nova classe de CPUs que se inspira na biologia e nos nossos cérebros para processar informação.




Um CPU tradicional é capaz de fazer exactamente aquilo que um programador quiser; mas os "zeros e uns" com que o computador opera não têm muito a ver com a nossa realidade. Uma criança com poucos anos de idade é capaz de identificar rostos e entender o que lhe dizem, mas para um computador isso continua a ser algo que obriga a bastante processamento... e que nem sempre funciona como era suposto.

Segundo alguns investigadores a solução passa por criar uma nova geração de CPUs que se inspira nos cérebro biológicos para processar a informação e chegar às suas decisões - usando redes neuronais que até ao momento têm sido implementadas por software em CPUs tradicionais, mas que recorrendo a CPUs especificamente desenhados para este efeito, poderão oferecer melhorias substanciais que permitirão aos computadores fazer tarefas que até ao momento seriam extremamente difíceis. Coisas como reconhecer rostos e objectos, perceber na "perfeição" a nossa voz, permitir que um robot caminhe de forma natural sobre terreno irregular - ou que conduza nas nossas estradas. E outra das vantagens é que esta estrutura neuronal é bem mais resistente a falhas do que um CPU onde um único "1" trocado no meio de biliões poderá encravar todo o sistema. Por exemplo, onde um sistema de visão tradicional apenas será capaz de reconhecer objectos que lhe foram previamente ensinados, um cérebro humano não tem dificuldade em saber que um objecto é um copo, mesmo que nunca tenha visto aquele modelo especificamente antes.

Por outro lado, estes novos sistemas passarão a ter uma programação que funciona à base de exemplos e não de "programação convencional"... pelo que... será assim tão descabido que daqui por mais uma dúzia de anos, a tarefa de programar um computador será algo bem mais direccionado para os educadores de infância do que os programadores actuais? :)

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