2014/01/21

Dead Rising 3 recebe actualização... com 13GB


Longe vão os tempos em que os jogos eram algo que se colocava numa consola e se jogava instantaneamente ou se instalava num PC e assim permaneciam para todo o sempre. Hoje em dia, raros são os dias em que a vontade de jogar algo não seja interrompida com um ecrã com uma barra de progresso a indicar uma vagarosa actualização... e se pensavam que actualizações com algumas centenas de MB ou até de 1 ou 2GB eram exageradas, esperem só para ver o que nos aguarda.

Por cá ainda aguardamos a chegada da Xbox One, pelo que poucas pessoas terão sido confrontadas com esta mensagem - mas para quem tiver a mais recente consola da Microsoft e o jogo Dead Rising 3, que agora recebeu uma actualização com uns módicos 13GB poderá ter sido algo inesperada.

Nem vamos entrar na questão de como se pode justificar uma actualização com tal tamanho, sabendo-se que há muitos jogos completo que ocupam menos que isto (e na prática, faz-nos pensar que esta actualização implica alterar todo o jogo original por completo). Mas a verdade é que isto nos mostra o que se irá tornar cada vez mais popular no futuro.

Eu sou apologista de que as consolas mais recentes PS4 e Xbox One já deveriam ter optado por uma distribuição de jogos puramente digital; e todos aqueles que argumentavam que os discos são necessários porque há quem não tenha uma internet suficientemente rápida para isso têm agora a demonstração de que isso de nada lhes serve. Um jogador pode ter comprado o jogo em bluray e evitado um download... mas não evita que se quiser continuar a jogar o jogo online agora tenha *obrigatoriamente* de fazer o download desta actualização de 13GB.

Sim, a existência de jogos físicos permite (quando permite!) que um jogador possa jogar o jogo em modo offline, desligado da internet - quando o jogo não nos exige a criação de uma qualquer conta online, ou validação, ou qualquer outra coisa que poderá igualmente exigir que o jogo esteja actualizado para que possa ser feita. Mas fica visto que o mundo dos jogos vai ser cada vez mais ingrato para quem não tiver acesso a uma ligação internet "com fartura".

Este caso poderá também servir para que os operadores percebam a necessidade de actualizarem os seus "limites aceitáveis" de tráfego. Não serve de muito venderem velocidades de 100 e 200Mbits de acesso à internet e depois ficarem chateados quando os utilizadores tiram real partido delas e gastam 500 ou mais Gigabytes por mês. Entre actualizações de jogos com 13GB, downloads de jogos completos com outros tantos gigabytes, para não falar do streaming de canais HD (e brevemente em Ultra HD), não será assim tão difícil começar-se a gastar várias dezenas de gigabytes... por dia. Portanto, talvez seja altura de considerarem que a "referência" de 500GB/mês já não chega para os tempos modernos... sendo que a sua duplicação seria recomendável - e isto para 2014; para 2015 teremos que voltar a rever o assunto.


1 comentário:

  1. Tenho que discordar no seguinte: "Longe vão os tempos em que os jogos eram algo que se colocava numa consola e se jogava instantaneamente"

    Ainda temos uma companhia que nos oferece uma DS, 3DS, Wii e WiiU fiel aos princípios básicos do que é realmente uma consola de videojogo.

    Isto para o bem e para o mal, já que com toda certeza daqui a 3 anos estarei a jogar jogos PS3 e Xbox 360 cheios de bugs, já que as actualizações serão uma miragem quando os servidores estiverem offline...! Sem referir a PS4 e a One.

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